Bolsa deixa de lado cautela vista em NY e avança 1,22%

Cenário:

ALESSANDRA TARABORELLI , O Estado de S.Paulo

31 de julho de 2012 | 03h10

O otimismo que fez as bolsas europeias fecharem positivas nesta segunda-feira e deu o tom aos mercados no encerramento da semana passada não se estendeu a Nova York, onde os principais índices acionários operaram perto da estabilidade em grande parte do dia. O entusiasmo deu lugar à cautela, com os investidores em compasso de espera para as reuniões de política monetária do Federal Reserve (Fed), do Banco Central Europeu (BCE) e do Banco da Inglaterra (BoE).

A lista de divulgações econômicas desta semana é intensa nos Estados Unidos, com destaque para os dados de emprego relativos a julho na próxima sexta-feira, provavelmente aumentando a volatilidade nos mercados globais. Na Europa, a percepção entre os investidores é de que não está claro o que, exatamente, o BCE irá fazer para cumprir o objetivo de proteger a união monetária, como já foi amplamente dito por líderes da região.

Por aqui, após oscilar entre altas e baixas, o Ibovespa ganhou fôlego ao fim da sessão e fechou com ganho de 1,22%, na máxima, aos 57.240 mil pontos, Este foi o terceiro pregão no azul, o que resultou numa valorização de 8,80% no período. Ontem, a bolsa foi impulsionada por Petrobras, em um movimento oposto ao registrado em Nova York. As ações ON da companhia registraram alta de 0,96%, e as PN, de 0,69%, na contramão do petróleo, que recuou refletindo a expectativa com o que virá nas decisões dos diversos BCs.

O dólar também encerrou a segunda-feira na máxima, aos R$ 2,0400, ganhando 0,79%, no mercado à vista de balcão. O comportamento ficou em linha com o exterior. O avanço da moeda ante o real, porém, foi intensificado pela percepção de que pode não ocorrer a rolagem dos contratos de swap cambial com vencimento em 1º de agosto. Isso equivaleria à retirada de cerca de US$ 4,5 bilhões do sistema, o que tenderia a pressionar as cotações do dólar para cima. Se desejar, no entanto, o BC brasileiro tem até hoje, dia 31, para fazer a rolagem.

No mercado de juros futuros, as taxas ficaram muito próximas dos níveis do fechamento de sexta-feira passada, com liquidez limitada. O juro dos contratos com vencimento em janeiro de 2013 fechou em 7,40%, ante 7,41% do ajuste de sexta-feira. A taxa para janeiro de 2014 estava em 7,83%, ante 7,86% anteriormente. Entre os investidores, permanecem as apostas majoritárias para um corte de 0,50 ponto porcentual da taxa básica de juros, a Selic, em agosto.

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