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Bolsa desaba 4,5% após pesquisas eleitorais

Foi a maior queda porcentual em três anos; Petrobrás ON despencou 10,44% e Petrobrás PN, 11,17%

Agência Estado

29 de setembro de 2014 | 17h13

O avanço de Dilma Rousseff (PT) ante Marina Silva (PSB) nas pesquisas eleitorais mais recentes, elevando inclusive as chances de a petista definir a disputa no primeiro turno, definiu nesta segunda-feira, 29, o recuo da Bovespa. Até o fim da sessão, os investidores reagiam à pesquisa Datafolha, divulgada na sexta-feira e favorável a Dilma. E os números da CNT/MDA, que saíram hoje, ainda foram capazes de ampliar um pouco as perdas.

O principal índice da Bolsa brasileira teve baixa de 4,52%, aos 54.625,35 pontos. Foi a maior queda porcentual desde 22 de setembro de 2011. O volume de negócios somou R$ 9,973 bilhões, segundo dados preliminares. Na mínima da sessão, o Ibovespa atingiu 54.124 pontos (-5,40%) e na máxima, 57.211 pontos (estável). Os papéis do chamado 'kit eleição', formado por companhias estatais, foram os que mais pesaram, em função da leitura de que a continuidade de Dilma Rousseff no Planalto mantém o viés intervencionista em vários setores. Petrobrás ON despencou 10,44% e Petrobrás PN teve baixa de 11,17%. Banco do Brasil ON cedeu 8,55% e Eletrobrás PNB caiu 3,70%.      

Na sexta-feira, a pesquisa Datafolha mostrou Dilma com 13 pontos à frente de Marina no primeiro turno. Dilma subiu de 37% para 40%, enquanto Marina caiu de 30% para 27%. Aécio Neves (PSDB) oscilou de 17% para 18%. Em um eventual segundo turno, Dilma abriu quatro pontos de vantagem sobre Marina Silva, no limite da margem do empate técnico. Dilma aparece com 47% das intenções contra 43% de Marina. No levantamento anterior, Marina tinha 46% contra 44% de Dilma. No fim de agosto, a pessebista chegou a abrir quatro pontos de vantagem sobre a petista. 

A pesquisa MDA, divulgada pela Confederação Nacional dos Transportes (CNT) na última meia hora do pregão de hoje, trouxe um cenário ainda mais favorável para Dilma. A candidata do PT subiu de 36% para 40,4% das intenções de voto. Marina oscilou de 27,4% a 25,2%, no limite da margem de erro na comparação para a sondagem divulgada no dia 23 de setembro. O candidato do PSDB, Aécio Neves, oscilou de 17,6% para 19,8%, também no limite da margem de erro (2,2 pontos porcentuais). Para segundo turno, Dilma venceria Marina por nove pontos de vantagem: a petista tem 47,7% contra 38,7% da candidata do PSB. No levantamento anterior, Dilma tinha 42% e Marina, 41%, em situação de empate técnico. Na disputa entre Dilma e Aécio, a presidente também ampliou a diferença e se reelegeria com 49,1% contra 36,8% do tucano. A petista tinha 45,5% contra 36,5% do tucano.  

Exterior. No exterior, as bolsas também recuaram, devido à aversão ao risco desencadeada por protestos pró-democracia em Hong Kong. As tensões em Hong Kong são resultantes dos planos da China de ampliar os poderes sobre a ex-colônia britânica.

Além das preocupações geopolíticas na Ásia, foram anunciados dados fracos na Europa e mistos nos EUA. O indicador de sentimento econômico na zona do euro caiu abaixo da média de longo prazo pela primeira vez desde novembro de 2013. A leitura do indicador em setembro ficou em 99,9, abaixo dos 100,6 em agosto e da previsão dos analistas de 100.

Nos EUA, os gastos dos consumidores norte-americanos avançaram 0,5% em agosto ante o mês anterior, enquanto a renda cresceu 0,3%. Também foram divulgadas as vendas pendentes de imóveis, que caíram 1,0% na comparação mensal de agosto, contrariando previsão de estabilidade. Os últimos dados dos EUA mantêm as incertezas sobre o início do aumento de juros pelo Fed.

Neste cenário, o Dow Jones cedeu 0,25%, aos 17.071 pontos, o S&P 500 recuou 0,25%, aos 1.977 pontos, e o Nasdaq baixa de 0,14%, aos 4.505 pontos.

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