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Bolsa despenca 3,51% e volta a patamar de 23 de janeiro

A queda dos metais e do petróleo e a fuga de estrangeiros derrubaram as principais ações domésticas

Claudia Violante, da Agência Estado,

04 de agosto de 2008 | 17h31

Agosto mal começou, mas a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) já conseguiu praticamente dobrar as perdas acumuladas em 2008. Até o fechamento de julho, a queda do Ibovespa havia atingido 6,86%, mas depois de cair mais de 3% nos dois primeiros pregões de agosto as perdas foram ampliadas para 12,96% em 2008 - 6,55% apenas este mês. Hoje, o índice recuou 3,51%, a maior queda porcentual desde os 3,61% de 2 de julho. Em pontos, a Bovespa terminou em 55.609,1 pontos, menor nível desde 23 de janeiro, quando terminou em 54.234,8 pontos. Na mínima do dia, o índice registrou 55.367 pontos (-3,93%) e, na máxima, 57.647 pontos (+0,02%). O volume financeiro totalizou R$ 4,680 bilhões (preliminar). O dólar comercial fechou a R$ 1,5630, em alta de 0,06%. A queda dos metais e do petróleo e a fuga de estrangeiros derrubaram as principais ações domésticas, com as blue chips e os papéis de primeira linha conduzindo o tombo. Nova York também ajudou, mas a queda lá foi bem mais tímida, justamente porque o componente petróleo serviu de freio às ordens de vendas. O Dow Jones recuou 0,37%, aos 11.284,2 pontos, o S&P caiu 0,90%, aos 1.2439,01 pontos, e o Nasdaq fechou com perdas de 1,10%, aos 2.285,56 pontos.  No lado econômico dos EUA, relatório divulgado nesta segunda-feira, 4, mostrou que o índice de preços de gastos com consumo pessoal (PCE) subiu 0,8% em junho em relação a maio e avançou 4,1% em comparação a junho do ano passado, reforçando o desconforto do ambiente inflacionário americano. A renda pessoal cresceu apenas 0,1% após alta de 1,8% em maio, enquanto o consumo avançou 0,6% ante 0,8% no mês anterior.  Outro fato importante é que, às vésperas de mais uma reunião do banco central norte-americano (Fed) para definição da taxa de juros, um oitavo banco - First Priority Bank, da Flórida - foi fechado por reguladores federais na Sexta-feira. Logo cedo, o HSBC anunciou queda de 29% no lucro líquido do primeiro semestre, para US$ 7,72 bilhões, citando, entre outros motivos, a fraqueza no setor de varejo nos EUA. Ações derretem O petróleo ajudou Wall Street ao cair 2,95%, para US$ 121,41, mas prejudicou as ações da Petrobras, ainda afetadas com as vendas dos investidores estrangeiros. As ações ordinárias (ON, com direito a voto) da empresa terminaram em queda de 5,13% e as preferenciais (PN, sem direito a voto) caíram 4,69%.  Mas foi a Vale quem roubou a cena do pregão ao derreter mais de 7% (-7,21% as ON e -7,15% as PNA). Além do fechamento em baixa dos metais e da fuga de estrangeiros, os investidores têm penalizado os papéis após a subscrição, no mês passado, e também em meio às notícias de taxação do setor pelo governo. A análise corrente dos especialistas, entretanto, é de que há exagero na queda. Os setores siderúrgico e bancário também despencaram hoje, respectivamente por causa dos metais e dos correspondentes norte-americanos.  Amanhã, o principal destaque da agenda é a reunião do Banco Central dos Estados Unidos, que deve manter a taxa de juro em 2% ao ano. A avaliação é de que os investidores já se protegeram do evento no pregão de hoje e, a menos que uma notícia muito ruim esteja no comunicado que traz a taxa de juros, pode haver espaço para compras.

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