Coluna

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Bolsa despenca mais de 4%; dólar fecha em alta de 1,03%

Problemas no crédito imobiliário de risco nos EUA pode atingir outros setores da economia

24 de julho de 2007 | 16h31

O mercado imobiliário norte-americano voltou a atrair a preocupação dos investidores e provocou estragos nos mercados em todo o mundo, nesta terça-feira. O dólar comercial encerrou cotado a R$ 1,8610 na ponta de venda das operações, em alta de 1,03% em relação aos últimos negócios de segunda. A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) bateu na mínima do dia às 16h40, em 55.446 pontos, em baixa de 4,46%.Mau humor externo faz dólar fechar com maior alta do mêsFed vê aceleração do crescimento e risco do setor imobiliárioMercado acionário europeu fecha em baixaNa Europa, as bolsas fecharam em baixa. Nos Estados Unidos, o índice Dow Jones - que mede o desempenho das ações mais negociadas em Nova York - opera com queda de 1,64%, enquanto a Nasdaq - bolsa que negocia ações do setor de tecnologia e internet - está em baixa de 2,10%. O que acendeu a luz amarela dos investidores nesta terça-feira foi o anúncio feito pela maior fornecedora de empréstimos hipotecários para residências nos EUA, a Countrywide. A empresa informou queda de 33% no lucro registrado no segundo trimestre, por causa do enfraquecimento da atividade nos Estados Unidos. O balanço da empresa foi lido pelo mercado como um novo sinal de que os problemas no segmento de crédito hipotecário subprime (crédito imobiliário de risco) estão atingindo outros setores da economia, o mesmo efeito que teve uma notícia publicada na segunda-feira pelo Wall Street Journal. Segundo a publicação, um grupo de instituições do país - Citigroup, Lehman Brothers e Merrill Lynch - adiou a colocação de US$ 3,1 bilhões em títulos de empréstimo, com a qual seriam captados recursos para a compra alavancada da Allison, unidade de transmissão da General Motors, pelas empresas Carlyle Group e Onex Group. Uma das grandes preocupações dos mercados era justamente esta: de que a crise no subprime acabasse reduzindo o apetite dos investidores no mercado de empréstimo corporativo, o que teria impacto sobre o desempenho das empresas e, por conseqüência, sobre o desempenho das ações.  Preocupações devem persistir A virada no humor das bolsas de Nova York pode até não perdurar até o final da semana, uma vez que as expectativas para os balanços das empresas continuam boas, mas a preocupação com o mercado subprime americano deve persistir, na avaliação do economista-chefe da Mauá Investimentos, Caio Megale. "O problema do crédito nos EUA é sério e está se revelando mais profundo. É bem provável que tenhamos mais uma rodada de problemas", afirmou em entrevista ao Broadcast Ao Vivo. Embora os problemas no mercado de crédito dos Estados Unidos tragam volatilidade aos mercados do mundo todo, Megale não vê o risco de contaminação global. "Mas, no mínimo, a aversão a risco vai se acentuar", afirmou.

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