Bolsa em dólar recua ao patamar de 1993

Um estudo da Economática Empresa de Informações Financeiras mostrou que o Ibovespa - índice que mede a valorização das ações de empresas mais negociadas na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) - atingiu o seu nível mais baixo em dólares desde maio de 1993. O Índice ficou em 2.263 pontos no fechamento dessa sexta-feira. Em 19 de maio de 1993, ficou em 2.174. Ou seja, a Bovespa volta a níveis alcançados há nove anos. Segundo o diretor da Economática, Fernando Exel, o resultado de hoje é ainda pior, se tomarmos por base o comportamento do Índice em 1993 e nesse ano. "Naquela época, a Bolsa vinha em um movimento de forte arrancada iniciado em 1991. Havia um grande interesse de investidores estrangeiros pela América Latina. As portas estavam se abrindo", afirma Exel. O estudo da Economática mostra que nessa sexta-feira o Ibovespa em dólar registrou a sétima maior queda desde 1º de janeiro de 1999, apurando uma baixa de 7,69%. A maior perda do Índice em dólar aconteceu em 13 de janeiro de 1999, quando encerrou o dia em baixa de 12,80%.O diretor da Economática destaca que o estudo do Ibovespa em dólar ganha ainda mais relevância em função da importância do capital estrangeiro para a Bolsa hoje. "É esse dinheiro que dá liquidez para a Bolsa. Ou seja, que dá volume suficiente para um maior volume de negócios, facilitando a compra e venda de ações. Esse desempenho muito fraco do Ibovespa em dólar é mais um motivo para a saída desses recursos da Bolsa", afirma. Estrangeiros continuam saindo da BolsaNúmeros da Bovespa mostram que esse movimento de saída de recursos estrangeiros da Bolsa já vem se confirmando. Até o dia 20, a diferença entre a compra e a venda de ações por parte de investidores estrangeiros apresentava um saldo negativo de R$ 192,235 milhões. No acumulado do ano, o saldo também é negativo, em R$ 1,843 bilhão. Em 2001, até o dia 20 de setembro, a Bolsa acumulava uma entrada de recursos de R$ 1,229 bilhões. Contudo, é importante destacar que o resultado do ano passado foi favorecido pelo leilão do Banespa, realizado em abril, que incorporou R$ 2,275 bilhões aos negócios. Ou seja, sem essa operação, o saldo também teria sido negativo no ano passado (veja mais informações no link abaixo).

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