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Bolsa em forte queda e dólar vai a R$ 2,6600

A quinta-feira foi de forte nervosismo nos mercados. A taxa de risco-país estava em 1.205 pontos base, às 17h55, o mesmo patamar alcançado após os atentados terroristas de 11 de setembro, o que demonstra um aumento da percepção de risco dos investidores estrangeiros em relação aos papéis da dívida brasileira. Os principais títulos (C-Bonds) foram vendidos a 69,000 centavos por dólar, frente a 70,188 centavos por dólar negociados ontem. Hoje, quem tentou acalmar o humor dos investidores foi o Fundo Monetário Internacional (FMI), segundo informou o jornalista Paulo Sotero. O Fundo reiterou sua confiança na economia brasileira e procurou minimizar o significado do nervosismo que a possibilidade da eleição de um presidente da oposição ao atual governo gera no mercado. No Brasil, O Banco Central (BC) realizou hoje um novo leilão de troca de títulos públicos pós-fixados (LFTs) de longo prazo por papéis de prazo mais curto. A medida tem por objetivo acalmar os investidores. De fato, segundo analistas, esses leilões têm melhorado a liquidez nos mercados. Porém, a médio e longo prazo, essa concentração de vencimento de títulos no início de 2003 pode influenciar de forma negativa o humor dos investidores.O dólar comercial subiu com força e encerrou o dia cotado a R$ 2,6600 na ponta de venda dos negócios, em alta de 1,95% em relação aos últimos negócios de ontem. Durante o dia, o dólar oscilou entre a máxima de R$ 2,6680 e a mínima de R$ 2,6270. Com esse resultado, o dólar acumula uma alta de 5,72% em junho e de 14,85% no ano. No mercado de juros, os contratos de DI futuro com vencimento em janeiro de 2003, negociados na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F), pagavam taxas de 19,910% ao ano, frente a 19,820% ao ano negociados ontem. Já os papéis com vencimento em julho de 2003 apresentavam taxas de 22,019% ao ano, frente a 21,850% ao ano ontem. A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) encerrou o dia em forte queda de 3,79%, em pontos. O volume de negócios ficou um pouco acima de R$ 568 milhões. Entre as 50 ações que compõem o Ibovespa - índice que mede a valorização das ações mais negociadas na Bolsa - a maior queda foi das preferenciais (PN, sem direito a voto) da Eletropaulo (- 12,04%).Segundo informou o analista-chefe da Itaú Corretora, Reginaldo Alexandre, à jornalista Silvia Fregoni, a queda das ações da empresa tem basicamente duas justificativas. A primeira é que a companhia é fortemente endividada e sofre o impacto da desvalorização cambial na parcela do débito atrelada ao dólar. A segunda explicação para o recuo das ações é a revisão do rating (classificação) da empresa pela agência de classificação de risco Moody´s, que colocou ontem o rating de moeda local da Eletropaulo sob revisão para um possível rebaixamento. Mercados internacionaisNa Argentina, o dólar oficial fechou em alta em ambas pontas: 3,60 pesos para a venda e 3,52 para a compra, segundo apuração da correspondente Marina Guimarães. Já o dólar paralelo se mantém estável em relação à abertura: 3,75 para a venda e 3,62 para a compra. O índice Merval da Bolsa de Valores de Buenos Aires fechou em baixa de 1,37%. Em Nova York, o Dow Jones - Índice que mede a variação das ações mais negociadas na Bolsa de Nova York - fechou em queda de 1,76%, e a Nasdaq - bolsa que negocia ações de empresas de alta tecnologia e informática em Nova York - fechou em baixa de 2,53%.Não deixe de ver no link abaixo as dicas de investimento, com as recomendações das principais instituições financeiras, incluindo indicações de carteira para as suas aplicações, de acordo com o perfil do investidor e prazo da aplicação. Confira ainda a tabela resumo financeiro com os principais dados do mercado.

Agencia Estado,

06 de junho de 2002 | 18h19

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