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Bolsa em NY vira e permite à Bovespa zerar perdas do ano

Índice recuperou patamar de 64 mil pontos no fechamento ao subir 1,28%, na máxima do dia, aos 64.608,8 pontos

Claudia Violante, da Agência Estado,

22 de fevereiro de 2008 | 18h16

A expectativa de que uma ajuda para a problemática seguradora de bônus norte-americana Ambac será anunciada no início da próxima semana deu fim à indecisão que pautava os negócios na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) na tarde desta sexta-feira. As bolsas norte-americanas inverteram com a notícia veiculada pela CNBC e fizeram a Bovespa encerrar a sexta-feira em alta, finalmente zerando as perdas acumuladas em 2008. Veja também: Dólar fecha semana em queda acumulada de mais de 2% Comportamento do dólar   "Impagável", dívida externa chegou a US$ 230 bi   O índice, enfim, recuperou o patamar de 64 mil pontos no fechamento ao subir 1,28%, na máxima do dia, aos 64.608,8 pontos. A última vez em que fechou neste nível foi em 26 de dezembro (64.288,3 pontos). Na mínima, o índice atingiu 63.360 pontos (-0,68%). No mês, a Bovespa acumula alta de 8,6% e, em 2008, passou a ter elevação de 1,13%. Na semana, a Bolsa paulista subiu 5,44%. O volume financeiro totalizou R$ 5,264 bilhões (preliminar).  Em Wall Street, o Dow Jones e o S&P subiram, cada, 0,79%, e o Nasdaq, +0,16%. Os investidores gostaram da notícia de que uma ajuda à Ambac deve ser anunciada já na próxima semana. Ao longo da sessão, as ações do setor financeiro caíam com os temores de rebaixamento dos ratings de crédito da MBIA e da Ambac e com o Merrill Lynch rebaixando sua recomendação para as ações da Fannie Mae e do Freddie Mac.  Para a Bovespa, o pano de fundo continuou favorável durante todo o dia, e o índice resistiu em acompanhar Wall Street, tanto que, mesmo nos momentos de baixa, as quedas não foram muito aprofundadas. Quando as bolsas nos EUA respiraram, deram espaço para o índice aqui decolar.  Além de a posição externa credora do Brasil, anunciada ontem, continuar estimulando compras, a notícia de que a Vale fechou acordo com a Baosteel para reajustar seu minério também agradou, principalmente porque os porcentuais se mantiveram iguais aos anunciados no início da semana (65% e 71%).  Petrobras fechou em sentidos diferentes. As ON caíram 0,30% e as PN, subiram 0,35%. A produção menor do que o previsto anunciada pela empresa nesta semana é apontada pelos especialistas como a justificativa para a as ações da estatal não estarem acompanhando mais de perto a alta do petróleo no exterior. O contrato da commodity para abril negociado na Nymex subiu 0,59%, para US$ 98,81. Na próxima semana, a agenda está muito carregada de indicadores, aqui e nos Estados Unidos e, por esta razão, não está descartada mais um movimento de realização de lucros na segunda-feira, quando, nos Estados Unidos, será conhecido apenas o dado de vendas de imóveis usados em janeiro.

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