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Bolsa encerra em alta de 1,23%; Dólar cai

Após um início de pregão no vermelho, a Bolsa reverteu o sinal com a ajuda das ações da Petrobras e da Companhia Vale do Rio Doce, sustentadas, respectivamente, pela valorização do preço do petróleo e pela alta das commodities metálicas. Em dia calmo e com poucos negócios, a moeda norte-americana voltou a cair. No mercado interbancário, o dólar comercial recuou 0,32%, para R$ 2,156, mesma variação e cotação do dólar negociado à vista no pregão viva-voz da Bolsa de Mercadorias & Futuros. No primeiro mercado, a moeda oscilou entre a mínima de R$ 2,155 e a máxima de R$ 2,165.O Ibovespa, principal índice da Bolsa de Valores de São Paulo, registrou ganho de 1,23%, para 38.406 pontos. O índice oscilou entre a mínima de -0,54% e a máxima de +1,81%. O volume negociado ficou em R$ 2,23 bilhões. O meio feriado nos EUA (Dia de Colombo), que mantém alguns mercados fechados (títulos do Tesouro, bônus e dívida externa de emergentes) reduziu um pouco a liquidez dos negócios. Por outro, as bolsas norte-americanas, o dólar e o mercado de petróleo subiu, reagindo à expectativa de que a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) poderá anunciar um acordo para cortar sua produção e reagindo também à notícia de que a Coréia do Norte realizou um teste nuclear. O bom desempenho do mercado de commodities metálicas, que impulsiona as ações das mineradoras no exterior, também está animando os investidores na Bovespa. Além do petróleo, as cotações dos metais estão subindo nesta segunda-feira em função da expectativa de que sejam definidas nesta semana, durante congresso da London Metal Exchange, as diretrizes do mercado para o próximo ano. A ação preferencial da Petrobras encerrou com ganho de 1,62% e a ação preferencial classe A da Vale avançou 1,39%.O primeiro debate do segundo turno das eleições presidenciais, realizado no domingo à noite pela TV Bandeirantes, não teve muita influência sobre os preços dos ativos negociados na Bolsa.DólarO mercado de câmbio operou esvaziado nesta segunda, dia de meio feriado nos EUA. Apesar das bolsas norte-americanas terem funcionado, outros importantes mercados, como o de títulos do Tesouro (Treasuries), não operaram, o que limitou a liquidez por aqui. A redução no volume de transações somou-se à agenda interna amena e ao otimismo do mercado em relação ao debate entre os candidatos à Presidência, Luiz Inácio Lula da Silva e Geraldo Alckmin, e abriu espaço para mais um pequeno recuo nas cotações do dólar. Isso a despeito da preocupação causada pelos testes nucleares feitos pela Coréia do Norte, que chegaram a abalar o humor dos negócios na Europa e Ásia. Embora esteja longe de criar clima de já ganhou, e distante também de considerar Lula um problema, o mercado financeiro doméstico comemora cada pequeno acontecimento que considere favorável ao seu preferido na disputa eleitoral, o peessedebista Geraldo Alckmin. Depois de terem computado positivamente nos negócios o inesperado segundo turno, os investidores têm criado oportunidades de negócios com as expectativas para o embate final, no próximo dia 29. O debate eleitoral de domingo foi considerado como uma vitória de Alckmin. O ponto mais elogiado pelos participantes do mercado de câmbio foi o tom agressivo de Alckmin, que não deixou de pedir que Lula explicasse as denúncias de corrupção das quais membros de seu partido e governo têm sido alvos.

Agencia Estado,

09 de outubro de 2006 | 17h46

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