Bolsa ensaia reação; balanço bom da Petrobras pode ajudar

O preço das commodities continua em baixa, acompanhando o fortalecimento do dólar

Da Redação,

12 de agosto de 2008 | 10h38

O balanço da Petrobras divulgado na segunda-feira, 11, após o fechamento dos mercados pode dar sustentação à Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) nesta terça. Contudo, os investidores continuam atentos ao cenário externo, principalmente ao temor de que a zona do euro e o Japão possam sofrer mais duramente os reflexos da crise norte-americana. Veja também:Lucro da Petrobrás cresce 44%Área de refino da Petrobrás perde R$ 615 milhõesNervoso, investidor ''pune'' ações da empresaPreço do petróleo volta aos níveis de 1º de maioEconomática: lucro da Petrobras é 3º maior das Américas Nesta terça, a Bolsa opera com leve alta desde a abertura. Às 10h20, a valorização das ações do Ibovespa - índice que mede o desempenho das ações mais negociadas - opera com alta de 0,13%. As ações ordinárias (ON, com direito a voto) da Petrobras operam com alta de 0,98% e as preferenciais (PN, sem direito a voto), sobem 0,92%. O preço das commodities - produtos com preços definidos no exterior, como petróleo e minérios - continua em baixa, acompanhando o fortalecimento do dólar. Nem mesmo o recente conflito entre Rússia e Geórgia deu impulso para as commodities, mostrando que os participantes do mercado têm preocupações macroeconômicas mais amplas em mente. Um dos maiores declínios é observado no ouro, metal tradicionalmente usado como hedge contra inflação e com correlação inversa ao dólar. No início do dia, o ouro caía 0,89%, a US$ 814,45 a onça troy, cotação 21,1% abaixo do recorde de US$ 1.032,50 em março. Já o petróleo na bolsa eletrônica de Nova York cedia 0,93%, a US$ 113,38 por barril. Embora as commodities agrícolas concentrem-se em seus próprios fundamentos, elas não escaparam do movimento de vendas e estão sob pressão. O contrato mais próximo de trigo em Chicago caiu 2,9% em relação à máxima de ontem a US$ 7,90 o bushel. O valor está 39,2% abaixo do recorde de US$ 13 em fevereiro. Internamente, várias empresas divulgaram balanços esta manhã, entre elas as aéreas Gol e TAM. A Gol teve prejuízo em BR Gaap (padrão de contabilidade brasileiro) de R$ 216,767 milhões no 2º trimestre, contra lucro líquido de R$ 157,074 milhões nessa mesma base um ano antes. Já o resultado em US Gaap (padrão americano) foi um prejuízo de R$ 171,705 milhões de abril a junho deste ano, aumento de 385,4% sobre o prejuízo de R$ 35,371 milhões em igual período de 2007. Já a TAM registrou lucro líquido de R$ 50,2 milhões no segundo trimestre em BR Gaap ante prejuízo de R$ 28,6 milhões um ano antes. Pelo US Gaap, a empresa teve lucro de R$ 214 milhões de abril a junho deste ano, contra resultado positivo de R$ 69,2 milhões em igual intervalo de 2007. Após o fechamento, divulgam resultado Eletrobras e CPFL.

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