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Bolsa Família terá aumento acima da inflação até março ou abril, diz ministro

Segundo Osmar Terra, reajuste do benefício deve sair entre março e abril do ano que vem; Ministério deve ter orçamento de R$ 91 bi

Vinicius Neder, O Estado de S.Paulo

13 de novembro de 2017 | 13h13

RIO – O governo federal pretende dar aumento real para o benefício do Bolsa Família em 2018, um ano eleitoral, segundo afirmou o ministro do Desenvolvimento Social, Osmar Terra. O reajuste deve sair entre março ou abril.

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“Este ano próximo deve ter um reajuste do Bolsa Família, de inflação e mais um pouco. A redução da inflação também ajuda. O Bolsa Família ficou dois anos sem reajuste antes de entrarmos no governo, com inflação de 10% ao ano, o que praticamente comeu 25% do valor”, afirmou Terra.

O ministro participou ontem do lançamento do Programa Emergencial de Ações Sociais para o Estado do Rio de Janeiro e Municípios, numa unidade da Marinha do Brasil na Avenida Brasil, zona norte do Rio.

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Em 2016, o Bolsa Família teve reajuste de 12,5%, com o valor médio do benefício passando de R$ 162,07 para R$ 182,31. Este ano, o governo chegou a cogitar um novo aumento de 5% para o programa, mas o ajuste acabou sendo suspenso por causa de problemas com as contas públicas. Além da escassez de recursos, uma ala do governo considerou que a crise política “esconderia” o anúncio do reajuste do benefício. 

Para o ministro, o orçamento do próximo ano será suficiente para manter o reajuste. Terra calculou que o orçamento do Ministério do Desenvolvimento Social ficará em R$ 91 bilhões em 2018, acima do fixado para 2017, incluindo gastos com o INSS e o Benefício de Prestação Continuada (BPC), que está sob a alçada do órgão. Segundo ele, houve economia de recursos com revisões nos gastos com auxílio-doença. Somente neste ano, a economia foi de R$ 5 bilhões.

“Até o fim do ano que vem, vão ser R$ 19 bilhões, numa população de 1,7 milhão de pessoas que estavam recebendo auxílio-doença indevidamente há mais de dois anos”, disse.

O fato de 2018 ser um ano eleitoral não é problema, segundo o ministro, porque o aumento será concedido, no máximo, até abril. Ainda assim, afirmou, o governo anterior sempre deu aumento em ano eleitoral.

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