Rafael Matsunaga/Wikimedia Commons
Rafael Matsunaga/Wikimedia Commons

Bolsa fecha acima dos 104 mil pontos após anúncio de saque do FGTS

Divulgação das regras para saque de contas ativas e inativas e do PIS/Pasep provocou reação moderada e concentrada em alguns papéis do segmento de consumo da Bolsa; no geral, medidas ficaram dentro do esperado

O Estado de S.Paulo

24 de julho de 2019 | 18h08

O mercado brasileiro manteve o desempenho positivo ao longo da tarde, sem muitas mudanças em relação ao ritmo da manhã. O esperado anúncio pelo governo das regras para saque do FGTS das contas ativas e inativas e do PIS/Pasep provocou reação moderada e concentrada em alguns papéis do segmento de consumo da Bolsa, como Magazine Luiza ON (+1,57%), pois, no geral, as medidas ficaram dentro do que já era aguardado. 

FGTS liberado 

Como antecipado pelo Estadão/Broadcast, o governo vai permitir saques do FGTS de até R$ 500 em 2019 e, a partir do ano que vem, o chamado "saque aniversário" prevê liberação definida por limites porcentuais de acordo com o saldo de cada conta. O governo confirmou previsão de injeção de R$ 42 bilhões na economia, sendo R$ 30 bilhões este ano - R$ 28 bilhões do FGTS e R$ 2 bilhões do PIS/Pasep - e R$ 12 bilhões em 2020.

O governo estima ainda impacto de 0,35 ponto porcentual no PIB em 12 meses. Já o Credit Default Swap (CDS) de cinco anos do Brasil, um importante termômetro do risco país, caiu para 124,18 pontos na tarde desta quarta, ante 127 do fechamento de terça-feira. 

Bolsa de Valores 

O noticiário corporativo foi destaque no mercado acionário e deu um pequeno fôlego de alta para o Índice Bovespa, que reconquistou o patamar dos 104 mil pontos.

Cielo e BR Distribuidora foram as estrelas do pregão, que contou também com o bom desempenho de algumas das ações do setor financeiro. O anúncio da liberação de saques de recursos do FGTS teve efeito restrito a ações de consumo, mais afetadas pela injeção de recursos na economia.

Ao final dos negócios, o Ibovespa marcou 104.119,54 pontos, com ganho de 0,40%. Os negócios somaram R$ 16 bilhões

Dólar em baixa 

A moeda americana ficou em queda durante toda a quarta-feira, mas à tarde não conseguiu sustentar o ritmo de baixa observado pela manhã, quando chegou a recuar para R$ 3,75. No encerramento do pregão, fechou com leve redução de 0,09%, a R$ 3,7693. 

Mercado externo 

As Bolsas de Nova York fecharam sem direção única, atentas sobretudo a notícias corporativas, em meio à temporada de balanços. Logo depois de o Facebook informar lucro líquido de US$ 2,62 bilhões no segundo trimestre - abaixo do esperado -, as ações tinham alta superior a 2% no after hours em Nova York no fim da tarde.

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