Bolsa fecha com ganho de 3,60%; dólar encerra em baixa de 0,55%

Influenciada pelo bom humor do mercado acionário nova-iorquino e pela melhora das ações da Petrobras, a Bovespa recuperou nesta quarta-feira toda a queda de terça (1,67%). O dólar comercial encerrou em baixa de 0,55%, a R$ 2,162.O Ibovespa, principal índice da Bolsa de Valores de São Paulo, fechou em alta de 3,60%, aos 37.749 pontos. Em nenhum momento do dia a Bolsa operou no terreno negativo. O índice oscilou entre a mínima de +0,01% e a máxima de +3,68%. O volume negociado também foi forte, ficando em R$ 3,18 bilhões.A recuperação teve início com indicadores econômicos dos Estados Unidos divulgados pela manhã, que mostraram desaceleração da atividade e inflação contida, diminuindo os temores de um "pouso forçado". A Bovespa foi ajudada ainda pelas ações da Petrobras - de grande peso no índice -, que reagiram positivamente à alta de 1,24% no preço do petróleo em Nova York. As ações preferenciais da empresa fecharam com acréscimo de 3,38%.DólarO mercado norte-americano gostou do que o presidente do Fed falou hoje, e o bom humor contagiou o Brasil, provocando a queda da cotação do dólar. No mercado interbancário, o dólar comercial cedeu 0,55% e fechou valendo R$ 2,162, após oscilar entre a mínima de R$ 2,161 e a máxima de R$ 2,176. No pregão viva-voz da Bolsa de Mercadorias & Futuros, o dólar negociado à vista teve desvalorização de 0,60%, encerrando a R$ 2,161.Segundo o presidente do Fed, Ben Bernanke, a debilidade do mercado de imóveis dos Estados Unidos deverá reduzir o crescimento do PIB do país no segundo semestre em um ponto porcentual. Os outros setores da economia, contudo, continuam fortes, disse ele. Além disso, para Bernanke, embora a inflação continue a ser um risco, ela deverá moderar-se ao longo do tempo.Enquanto Bernanke não falava, o peso maior na hora de decidir operações foi dado por indicadores da economia norte-americana divulgados hoje, que mostraram desaceleração da atividade e inflação contida. Por aqui, a avaliação geral foi de que a economia dos EUA caminha de forma favorável aos países emergentes, com chances pequenas de "pouso forçado". E o resultado foi queda na taxa de câmbio.

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