Coluna

Thiago de Aragão: China traça 6 estratégias para pós-covid que afetam EUA e Brasil

Bolsa fecha em alta de 0,60%; dólar tem queda de 0,14%

O Ibovespa, principal índice da Bolsa de Valores de São Paulo, voltou a subir nesta quinta-feira, registrando ganho de 0,60%, aos 37.976 pontos, mas ainda sem conseguir recuperar o patamar dos 38 mil pontos. O índice oscilou entre a mínima de -0,33% e a máxima de +1,21%. O volume negociado ficou em R$ 2,66 bilhões. O dólar comercial encerrou em queda de 0,14%, a R$ 2,159 Mereceu destaque nesta quinta a CSN, segunda maior alta do índice, de 3,16%. Operadores relacionaram o desempenho do papel com a notícia de que a Tata Steel considera fazer uma oferta pela anglo-holandesa Corus. Há alguns meses, o mercado trabalhava com a possibilidade de um negócio entre a CSN e a Corus - se a Tata entrou na disputa, apontam participantes do mercado, provavelmente a CSN estará fora dela.Se isso de fato se confirmar, o mercado faz a conta de sempre: Se a companhia brasileira não fizer nova aquisição, não terá gasto nem fará endividamentos e, portanto, poderá distribuir mais dividendos. O dia foi de recuperação de preços de commodities e de várias notícias para mineradoras e siderúrgicas. Na quarta esses papéis não tiveram altas tão expressivas quanto a maioria do Ibovespa e, nesta quinta, na contrapartida, valorizaram-se um pouco mais.Outra empresa que fez parte do noticiário foi a Companhia Vale do Rio Doce, que informou que a Comissão Européia a autorizou a fechar a compra da Inco. O presidente da companhia, Roger Agnelli, também afirmou que a Vale quer entrar no bloco de controle da Usiminas e a decisão deve sair em breve. A ação preferencial classe A da empresa subiu 1,76%.DólarA moeda norte-americana terminou o dia em leve queda, em ambos os mercados. No mercado interbancário, o dólar comercial cedeu 0,14% e fechou valendo R$ 2,159, após oscilar entre a mínima de R$ 2,158 e a máxima de R$ 2,168. No pregão viva-voz da Bolsa de Mercadorias & Futuros, o dólar negociado à vista teve desvalorização de 0,09%, encerrando a R$ 2,159.As poucas notícias que vieram do exterior nesta quinta, como as decisões do Banco Central Europeu e do Banco da Inglaterra sobre taxa de juros e os dados do auxílio-desemprego dos EUA, não tiveram poder de afetar o rumo das cotações do dólar no mercado doméstico, cuja trajetória acabou sendo definida, principalmente, pelo fluxo de recursos. O fluxo cambial negativo e a expectativa pelo leilão de compra de dólar realizado pelo Banco Central deram impulso para a moeda subir antes da operação, disseram operadores consultados. Mas, como o BC pode ter comprado pouco hoje, segundo um profissional, as tesourarias de bancos passaram a ofertar moeda em mercado depois do leilão, favorecendo a desaceleração das altas. O estímulo à venda de dólar foi a queda forte do risco Brasil, que renovou a mínima esta tarde influenciado pelo recuo do risco dos países emergentes e a reabertura pelo Brasil de seus bônus globais denominados em reais com vencimento em 2022, em condições de preço melhores do que na emissão anterior. Na operação desta quinta, o preço ficou em 100,25% do valor de face, segundo os termos da emissão obtidos por um gestor de fundos.

Agencia Estado,

05 de outubro de 2006 | 18h41

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