Bolsa fecha em alta de 1,14% e juros futuros ficam estáveis

A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) voltou a registrar um volume financeiro expressivo, em R$ 1,235 bilhão. O índice teórico paulista (Ibovespa) ? que mede o desempenho das ações mais negociadas na Bolsa - fechou em alta de 1,14%, em 17.470 pontos. Para a Bolsa, a boa notícia do dia ficou por conta dos dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A produção industrial do País apresentou em agosto o maior crescimento do ano em relação a mês anterior, com alta de 1,5% ante julho (veja os dados completos no link abaixo). O Banco Central confirmou as suspeitas dos investidores e decidiu não rolar a dívida em swap (troca de títulos) do dia 15 de outubro, que soma US$ 1,135 bilhão. Isso significa uma redução da exposição cambial da dívida mobiliária brasileira. Para o mercado financeiro, trata-se de um volume menor de títulos atrelados ao dólar em circulação nas operações, o que tenderia a reduzir a depreciação da moeda norte-americana frente ao real que, no acumulado do ano, está em 19,21%.Mas nada garante que as cotações do dólar continuem a recuar. Isso porque, no último vencimento, o BC rolou apenas 12,8% do total da dívida cambial e não provocou nenhum estresse entre os investidores, uma vez que a demanda por hedge (proteção) agora é quase inexistente.Hoje o dólar comercial encerrou o dia no patamar de R$ 2,8600, em baixa de 0,14% em relação aos últimos negócios de ontem. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou da máxima de R$ 2,8820 à mínima de R$ 2,8570. Na abertura desta terça-feira, o dólar estava em R$ 2,8680.No mercado de juros futuros, as taxas encerraram o dia muito perto do nível do fechamento de ontem ou, em alguns contratos, em tímida queda. A perspectiva de que a taxa Selic ? a taxa básica de juros da economia - seguirá em queda e que não há nada que possa atrapalhar essa trajetória no curto prazo continua falando mais alto. Na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F), os contratos com taxas pós-fixadas (DIs) e vencimento em abril encerraram o dia com taxa de 17,90%, ante 17,92% ao ano registrado ontem.

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