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Bolsa fecha em alta de 1,25% e dólar sobe para R$ 2,3550

Pelo terceiro dia consecutivo, a crise política passou ao largo das mesas de operações no mercado financeiro. Nesta semana, até hoje, quando fechou em alta de 1,25%, a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) acumula valorização de 5,87%, impulsionada pelos indicadores da economia brasileira e também pelas compras de ações efetuadas pelo investidor estrangeiro.De acordo com analistas, a Bovespa se beneficia da liquidez internacional (bom volume de negócios) e também dos indicadores da economia brasileira. Além disso, a crise política tem mantido o presidente Lula e o ministro Palocci preservados das acusações. Segundo eles, isso é bom porque dá tranqüilidade para o governo manter a política econômica.O dólar fechou em alta hoje, de 0,51%, em R$ 2,3550 na ponta de venda das operações. Os investidores ampliaram a compra de moeda norte-americana ao mesmo tempo em que o Banco do Brasil (BB) aproveitou as baixas cotações para ajudar o Tesouro a recompor reservas. Os juros também tiveram ligeira alta no fim da tarde, acompanhando o mercado cambial.O aumento do interesse dos investidores pelo dólar, que contribuiu para a alta da moeda, é justificada pelos analistas. Segundo eles, o atual nível de preço da moeda norte-americana é considerado baixo em meio ao cenário incerto sobre a crise política. O ambiente externo também favoreceu esse ajuste. A firme recuperação do dólar ante o euro e os preços futuros do petróleo ao redor de US$ 60 o barril estimularam a demanda por dólar. O recuo do risco Brasil - taxa que mede a desconfiança do investidor estrangeiro em relação à capacidade de pagamento da dívida do País - pela manhã até 395 pontos, na mínima do dia, ajudou a enfraquecer momentaneamente as cotações do dólar, que recuaram até R$ 2,334 (-0,38%). Este patamar atraiu importadores à compra e afugentou os exportadores do mercado. Além do fluxo comercial negativo hoje, teriam ocorrido saídas financeiras.

Agencia Estado,

13 de julho de 2005 | 19h07

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