Bolsa fecha em alta de 1,71% e dólar sobe 0,08%

O mercado financeiro teve um dia de tranqüilidade, com ajuste técnico no preço de alguns ativos em função da decisão de corte da Selic, a taxa básica de juros da economia, que foi anunciada ontem pelo Comitê de Política Monetária (Copom). A redução da Selic de 19% ao ano para 18,75% ao ano mexeu, principalmente, com os negócios na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) e no mercado de juros. A alta não chegou a ser tão expressiva, de 1,71%, mas o volume de negócios ficou bem superior. Às 18h17, o giro da Bolsa era de R$ 870,881 milhões, bem acima do volume em torno de R$ 500 milhões, negociado pelos investidores nos últimos dias. Com o resultado de hoje, a Bolsa acumula uma alta de 6,36% em fevereiro, e reduz o resultado do ano para uma queda de 0,35%. As maiores altas foram as preferenciais (PN, dem direito a voto) da Bradespar (5,48%), Siderúrgica Tubarão PN (5,12%), CRT Celular PNA (4,41%) e as ordinárias (ON, sem direito a voto) da Eletrobrás (4,36%).A redução dos juros é considerada pequena, o que não eleva de forma significativa a perspectiva de ganho com ações, mas melhora o humor dos investidores. Segundo analistas, o aumento do volume de negócios verificado hoje já é um sinal disso e a entrada maior de recursos deve ter vindo de investidores institucionais. Outra notícia positiva, mas com peso menor, é a de que o Congresso poderá votar na próxima terça-feira a isenção da Cobrança Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF) para operações na Bolsa.No mercado de juros, os investidores receberam a decisão do Comitê como um sinal de que novos cortes na taxa Selic virão em breve. Os contratos de juros futuros, com vencimento em outubro, negociados na Bolsa de Mercadorias & Futuros, pagam juros de 18,530% ao ano, frente a 18,480% ao ano registrados ontem. Os contratos de swap (troca) de títulos prefixados por pós-fixados com período de um ano pagam juros de 18,53% ao ano, frente a 18,72% ao ano ontem.Os negócios no mercado cambial ficaram praticamente estáveis. O dólar comercial fechou cotado a R$ 2,4220 na ponta de venda dos negócios, em alta de 0,08% em relação aos últimos negócios de ontem. A moeda norte-americana oscilou entre a máxima de R$ 2,4290 e a mínima de R$ 2,4200. No ano, o dólar acumula uma alta de 4,58%.Mercados internacionaisAs bolsas norte-americanas operam em baixa no final do dia. O Dow Jones - Índice que mede a variação das ações mais negociadas na Bolsa de Nova York - fechou em queda de 1,07%. A Nasdaq - bolsa que negocia ações de empresas de alta tecnologia e informática em Nova York - registrou baixa de 3,34% no final dos negócios.Na Argentina, o índice Merval da Bolsa de Buenos Aires fechou em queda de 4,52%. O dólar fechou em baixa, entre 2,05 e 2,15 pesos para a venda, ante 2,20 e 2,30 ontem. Para a compra, o fechamento ficou entre 1,88 e 1,97 pesos. Ontem, as compras foram negociadas entre 2,00 e 2,05 pesos, na última hora. Segundo apurou a correspondente Marina Guimarães, pela segunda vez consecutiva, fontes do mercado informaram que o BC atuou nos negócios para conter a alta da moeda norte-americana.Não deixe de ver no link abaixo as dicas de investimento, com as recomendações das principais instituições financeiras, incluindo indicações de carteira para as suas aplicações, de acordo com o perfil do investidor e prazo da aplicação. Confira ainda a tabela resumo financeiro com os principais dados do mercado.

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