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E-Investidor: Itaúsa, Petrobras e Via Varejo são as ações queridinhas do brasileiro

Bolsa fecha em alta de 2,58% e dólar recua

Os mercados deixaram de lado o nervosismo apresentado nos últimos dias e reagiram de forma positiva aos leilões de troca promovidos pelo Banco Central (BC) e aos números da última pesquisa de intenções de voto. O clima de cautela permanece entre os investidores e analistas não descartam novos momentos de turbulência, principalmente se o encaminhamento da sucessão presidencial trouxer surpresas negativas.O dólar comercial fechou cotado a R$ 2,6360 na ponta de venda dos negócios, em baixa de 0,04% em relação aos últimos negócios de sexta-feira. A moeda norte-americana oscilou entre a máxima de R$ 2,6430 e a mínima de R$ 2,6290. Com o resultado de hoje, o dólar comercial acumula uma alta de 4,77% em junho e de 13,82% no ano.No mercado de juros, os contratos de DI futuro com vencimento em janeiro de 2003, negociados pela Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F), pagam taxas de 19,230% ao ano, frente a 19,200% ao ano na sexta-feira. Já os contratos com vencimento em julho de 2003 têm taxas de 21,640% ao ano, frente a 22,150% ao ano apurados na sexta-feira.A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) encerrou o dia com alta de 2,58%. O volume de negócios ficou um pouco acima de R$ 487 milhões. Entre as ações que compõem o Ibovespa - índice que mede a valorização das ações mais negociadas na Bovespa - as maiores alta foram das ações preferenciais (PN, sem direito a voto) da Embratel (6,41%), Eletropaulo PN (6,33%), e Net (ex Globo Cabo) PN (5,41%). Segundo apurou a jornalista Silvia Fregoni, apenas sete ações do Ibovespa fecharam em baixa nesta segunda-feira. As três perdas mais expressivas foram de Bradespar PN (-1,61%), Tele Leste Celular PN (-1,43%) e Tele Celular Sul PN (-1,32%).Os fatores positivos também contribuíram para a valorização dos C-Bonds, principais títulos da dívida brasileira. Às 17h40, os títulos eram vendidos a 70,188 centavos por dólar. Na sexta-feira, encerraram o dia cotados a 68,875 centavos por dólar. Com isso, a taxa de risco-país - que mede a confiança dos investidores na capacidade do País em honrar sua dívida - caiu de 1.191 pontos base registrados na sexta-feira para 1.147 pontos base nessa segunda-feira (resultado apurado às 16h44).Inflação e jurosEssa semana está carregada de divulgações de índices de inflação. Hoje, após o fechamento dos mercados, a Fundação Getúlio Vargas (FGV) divulgou a primeira prévia do Índice Geral dos Preços do Mercado (IGP-M). O resultado ficou em 0,68%. Analistas ouvidos pelo jornalista Francisco Carlos de Assis esperavam um número entre 0,25% e 0,55%. Ou seja, o primeiro índice inflacionário dessa semana saiu um pouco acima do esperado.O número mais aguardado sai na quarta-feira. Trata-se do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) fechado de maio. Esse é o índice usado como referência para a meta de inflação, a qual determina a política monetária atual no Brasil. Nesse ano, a meta é de 3,5%, com margem de tolerância de dois pontos porcentuais para cima ou para baixo. Hoje, o Banco Central (BC) divulgou sua pesquisa semanal e, segundo os dados apurados, analistas esperam que o IPCA acumulado de 2002 fique em 5,49%. Na pesquisa anterior, a expectativa era de uma inflação acumulada em 5,46%.O Comitê de Política Monetária (Copom) reúne-se na próxima semana para reavaliar a Selic, a taxa básica de juros da economia, que está em 18,5% ao ano. Os analistas ainda estão divididos sobre qual deve ser a decisão do Comitê, que baseia a definição da taxa no cumprimento da meta de inflação. Mesmo quem já tem uma opinião, acredita que qualquer fato novo poderá pesar na análise do Comitê. Portanto, não dão como certa a expectativa."Acredito que os membros do Comitê ainda não têm nenhuma idéia sobre qual será a decisão. Se a reunião fosse hoje, não haveria como reduzir a taxa que está em 18,5% ao ano. Se não houver novos fatos negativos até lá, o risco-país recuar, os números de inflação registrarem queda e o cenário político ajudar, o Comitê pode decidir por um corte de 0,5 ponto porcentual. Mas isso depende do que acontecerá até a reunião", afirma o estrategista do JP Morgan, Luis Fernando Lopes.Mercados internacionaisNa Argentina, segundo apurou a correspondente Marina Guimarães, o dólar oficial baixou hoje para 3,56 pesos (venda), menos 1,11% em relação ao fechamento de sexta-feira passada, e para 3,49 pesos (compra), uma queda de 0,85%. No paralelo, a moeda encerrou o dia cotada a 3,63 pesos para a venda, em queda de 2,68%, e a 3,51 pesos para a compra, recuando 2,77% em relação a sexta-feira passada. O índice Merval da Bolsa de Valores de Buenos Aires fechou cotado a 6,67%. Segundo informou o jornalista Fábio Alves, correspondente da Agência Estado em Nova York, o Citibank notificou os detentores dos bônus Discount e Par bonds da Argentina, ambos com vencimento em 2023, que a Argentina não depositou fundos suficientes para pagar os juros devidos nestes bônus denominados em dólar, cujo pagamento estava previsto em 31 de maio passado. Em Nova York, o Dow Jones - Índice que mede a variação das ações mais negociadas na Bolsa de Nova York - fechou em alta de 0,58%, e a Nasdaq - bolsa que negocia ações de empresas de alta tecnologia e informática em Nova York - fechou em baixa de 0,31%.Não deixe de ver no link abaixo as dicas de investimento, com as recomendações das principais instituições financeiras, incluindo indicações de carteira para as suas aplicações, de acordo com o perfil do investidor e prazo da aplicação. Confira ainda a tabela resumo financeiro com os principais dados do mercado.

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