Bolsa fecha em queda de 0,70% e juros futuros sobem pouco

A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) fechou em baixa de 0,70%, com giro financeiro de R$ 1,338 bilhão. O destaque no ranking do Ibovespa ? índice que mede o desempenho das ações mais negociadas na Bovespa ? foram as ações ordinárias (ON, com direito a voto). A busca por estes papéis com menor liquidez aconteceu como efeito da associação entre a cervejaria belga Interbrew e a brasileira Ambev, mais favorável aos detentores de ordinárias, pelo direito do tag along, e que deixou os possuidores de preferenciais em desvantagem. O tag along, medida que foi instituída com a Lei das S.As, é o direito que garante aos acionistas minoritários, no caso de venda do controle da companhia, as mesmas condições de oferta dadas aos controladores. O preço das ações ON da Ambev na oferta ainda está definido, mas já há estimativas de que o total da operação deve ficar em torno dos US$ 1,2 bilhão a US$ 1,5 bilhão, segundo analistas ouvidos pelo jornalista André Palhano. Os investidores continuam atentos ao cenário político. Sem fatos novos sobre o caso Waldomiro, o destaque foi a aprovação da Medida Provisória 144 do setor elétrico. Permanece a expectativa em relação à votação dos destaques desta MP e da 145, que também trata do setor elétrico. No mercado de juros, as taxas futuros subiram um pouco. Os contratos com taxas pós-fixadas (DI) com vencimento em janeiro, negociados na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F) fecharam com taxa de 15,63% ao ano, ante 15,58% ao ano ontem. O contrato com vencimento em julho pagou juros de 15,95% ao ano, ante 15,94% ao ano ontem. O dólar comercial encerrou o dia cotado a R$ 2,8900 na ponta de venda dos negócios, em alta de 0,07% em relação às últimas operações de ontem. A moeda norte-americana iniciou o dia no patamar de R$ 2,8870 e oscilou entre a máxima de R$ 2,8960 e a mínima de R$ 2,8800. Com o resultado de hoje, o dólar acumula queda de 0,45% no ano.

Agencia Estado,

04 Março 2004 | 18h27

Encontrou algum erro? Entre em contato

publicidade

publicidade

publicidade

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.