Bolsa fecha em queda de mais de 4%; dólar sobe 0,89%

Além do cenário externo, Bolsa foi afetada negativamente pelo rebaixamento promovido pelo Morgan Stanley

Agência estado,

17 de dezembro de 2007 | 18h30

A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) começou mal a semana, derretendo mais de 4% e abaixo dos 60 mil pontos. Além da turbulência que se replica no cenário internacional por causa das preocupações com o rumo da economia norte-americana, a Bolsa paulista foi afetada negativamente pelo rebaixamento promovido pelo Morgan Stanley de sua recomendação para o Brasil na carteira modelo do banco. A Bolsa paulista encerrou em baixa de 4,19%, aos 59.828,2 pontos, menor patamar desde o dia 27 de novembro (59.431,5 pontos). O índice sequer pesou no terreno positivo: oscilou entre a estabilidade e a mínima de 59.820 pontos (-4,20%). No mês, a bolsa acumula perda de 5,04%. No ano, a alta foi reduzida a 34,53%. O volume financeiro negociado nesta segunda-feira totalizou R$ 8,192 bilhões (preliminar). Deste total, o vencimento de opções sobre ações (operações no mercado futuro) somou R$ 2,189 bilhões, sendo R$ 2,054 bilhões em opções de compra e R$ 135,098 milhões em opções de venda.  O mau humor contaminou todos os mercados acionários hoje, começando pela Ásia, passando pela Europa, Brasil e Estados Unidos. Em Nova York, às 18h20, o Dow Jones caía 1,21%,o S&P 500 operava em baixa de 1,41%; e o Nasdaq cedia 2,12%. Os investidores estão preocupados com o repique inflacionário, mais precisamente com o efeito dele nas decisões de política monetária do banco central americano. A leitura corrente dos números do PPI (inflação no atacado) e CPI (no varejo) é a de que o Fed não mais poderá cortar a taxa básica de juros para ajudar a solucionar a crise no crédito. E isso desagradou e muito os investidores. Agora, a arma mais forte do Fed são os leilões de liquidez (papéis do governo), que estrearam hoje.  A semana deve ser de muita oscilação - e sem perspectivas animadoras, pelo menos por enquanto. Amanhã, sai o balanço do quarto trimestre fiscal do Goldman Sachs, uma das instituições que esteve no olho do furacão desta crise que não se consolida nem se dissipa. Depois dela, divulgam os números Morgan Stanley, na quarta, e Bear Stearns, na quinta. O dado de inflação do PCE, que sai na sexta-feira, também é muito aguardado, embora os investidores já comecem a reduzir o passo por causa das festas de final de ano.  Mercado cambial O dólar fechou em alta nesta segunda-feira, também reagindo à maior cautela dos investidores em meio à preocupação com a economia dos Estados Unidos e a persistente crise do crédito global.  A moeda norte-americana encerrou em alta de 0,89%, a R$ 1,813. Foi a quarta valorização consecutiva da moeda, que já acumula alta de mais de 1% neste mês.  O risco-Brasil, medido pelo JPMorgan, que sinaliza a desconfiança do investidor estrangeiro em relação à capacidade de pagamento da dívida do País, subia 8 pontos-básicos, para 210 pontos, durante a tarde.

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