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Bolsa fecha parceria com S&P Dow Jones e lança 5 índices de ações

Segundo a BM&FBovespa, os indicadores irão estimular o surgimento de novos produtos, como ETFs; acordo também prevê criação de índices de inflação e de renda fixa

Fernanda Guimarães, O Estado de S. Paulo

12 Maio 2015 | 15h15

SÃO PAULO - A BM&FBovespa e a S&P Dow Jones anunciaram nesta terça-feira, 12, a assinatura de um acordo estratégico para criação e lançamento de novos índices brasileiros de ações. A família S&P/Bovespa foi lançada com cinco índices de ações: Índice S&P/Bovespa Baixa Volatilidade, Índice S&P/Bovespa Ponderado pelo Risco, Índice S&P/Bovespa Qualidade, Índice S&P/Bovespa Momento e Índice S&P/Bovespa Valor Aprimorado.

"Esses índices ajudarão investidores. Oferecemos mais ETFs (fundos de índices, na sigla em inglês) e contratos de derivativos", afirmou o presidente da BM&FBovespa, Edemir Pinto. Os novos índices lançados hoje serão da categoria "smart beta", que são "índices inteligentes", definiu Edemir. Esses índices "medem o desempenho das ações do mercado brasileiro com base na exposição que oferecem aos respectivos fatores de risco", segundo a companhia. Entre eles estão o "baixa volatilidade", que acompanha o desempenho do quintil (20%) superior das ações do mercado acionário brasileiro com menor volatilidade medida pelo desvio padrão, o "ponderado pelo risco", que mede o desempenho do mercado acionário sendo as ações ponderadas pelo inverso de sua volatilidade, "qualidade", que mede o desempenho do quintil superior das ações de alta qualidade do mercado acionário do país selecionadas conforme o conceito de qualidade global, "momento", que mede o desempenho do quintil superior das ações do mercado que apresentam persistência em termos de desempenho relativo, e, por fim, o "valor aprimorado", o qual mede o desempenho do quintil superior das ações do mercado acionário brasileiro que apresentam valorizações atrativas em termos de pontuação de valor.

O presidente da S&P DJI, Alex Matturri, em apresentação, destacou que o acordo formado hoje com a bolsa brasileira, assim como os índices lançados, são apenas um passo de uma "nova aliança estratégica", na qual serão desenvolvidos novos produtos. "A S&P está muito alegre com as oportunidades dessa nova parceria que irá trazer investidores de dentro e fora do Brasil", disse. Além dos produtos que devem ser lançados no âmbito da parceria, Edemir citou que a Bolsa vem trabalhando no lançamento de BDRs não patrocinados. "Também aumentamos participação na bolsa do Chile e queremos avançar mais na América Latina", disse, se referindo ao projeto da companhia de internacionalização. 

Outros índices. O diretor-executivo de Produtos da BM&FBovespa, Eduardo Guardia, disse que dentre os próximos índices a serem lançados no âmbito da parceria firmada com a S&P Dow Jones, contemplará outras classes de ativos e não apenas índices lastreados em ações. Na próxima etapa, destacou, deverão ser lançados índices de renda fixa e também baseado em inflação.

"Com essa parceria alavancamos nossa capacidade de lançamento de produtos", disse o executivo. Segundo ele, a Bolsa trabalhará, tendo em mãos novos índices", para ampliar o leque de produtos oferecidos ao mercado, como os ETFs e outros futuros listados. A ideia, segundo o executivo, é aumentar a capacidade da companhia em lançar produtos de acordo com a demanda do mercado, já que, a partir dos novos índices, a companhia poderá complementar a gama de produtos existentes em seu portfólio. "Estamos no caminho para a diversificação local e internacional", destacou Guardia, lembrando ainda, que os gestores terão, por meio dos índices que estão sendo lançados, novos benchmarks. "Estamos ampliando o leque de referência para as Assets", frisou.

A tributação do ETF de renda fixa, além de não contar com o come-cotas, terá alíquotas de IR decrescentes, de acordo com o publicado na MP e que passou a valer no início deste ano. Hoje, na Bolsa já são negociados os ETFs de renda variável. Ao todo, são 18 ETFs listados. Guardia citou que existe hoje no mercado "uma demanda crescente por ETFs" e que por meio da criação de novos índices para o mercado brasileiro se abrirá espaço para o lançamento de novos fundos de índices. O executivo lembrou que, apesar de haver 18 ETFs disponíveis na bolsa brasileira aos investidores, os volumes estão muito concentrados em dois produtos. O executivo destacou, ainda, que os ETFs representam no mercado brasileiro apenas 2% do volume negociado no mercado à vista.

Futuro de inflação. Guardia disse que está programado para o próximo mês o lançamento no mercado de contratos de futuros de títulos atrelados a índice de inflação. "Existe uma demanda e temos conversado com o mercado e tem muito interesse. Será, na verdade, um relançamento, porque já tivemos no passado esse produto", destacou. Em relação aos produtos de balcão, o executivo disse que mais para o fim deste ano ou início do ano que vem, novos produtos devem ser lançados e citou, por exemplo, o swap com fluxo de caixa. Guardia lembrou que recentemente a companhia lançou, entre os produtos de balcão, as Letras Financeiras e o CDB escalonado. "Estamos migrando a nossa plataforma de derivativos de balcão para uma mais moderna", destacou.

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