Bolsa interrompe sequência de cinco quedas e sobe 0,97%

Cenário:

CLAUDIA VIOLANTE , O Estado de S.Paulo

27 de setembro de 2011 | 03h06

O mercado financeiro teima em ver uma saída para a crise da zona do euro. E a saída da vez seria o aumento da capacidade de crédito da Linha de Estabilidade Financeira Europeia (EFSF, em inglês), um fundo de resgate cujos recursos seriam usados para fortalecer a capitalização dos bancos europeus e para a criação de um banco de investimentos regional. Segundo informações da rede norte-americana CNBC, já estaria em estágio avançado um plano para expandir esse fundo de resgate. Ontem pela manhã, um membro do Banco Central Europeu (BCE) havia dito que autoridades europeias analisam formas de aumentar a capacidade de crédito do EFSF, mas o ministério das Finanças da Alemanha negou a informação. A notícia da CNBC, veiculada no meio da tarde, levou as bolsas a intensificarem a alta, abafando completamente os indicadores de atividade ruins divulgados pela manhã nos EUA. O índice Dow Jones subiu 2,53% e o S&P 500 avançou 2,33%, influenciados pelos ganhos do setor bancário.

Depois de cinco pregões no vermelho e de uma manhã instável, a Bolsa brasileira finalmente viu a cor do céu. O Ibovespa subiu 0,97%, aos 53.747,52 pontos, acompanhado de giro financeiro de R$ 5 bilhões. Na Europa, a semana também começou bem para o mercado de ações, diante da possibilidade de corte de juro pelo BCE. Mas no curtíssimo prazo, as atenções se voltam para o resultado da reunião entre o primeiro-ministro da Grécia, George Papandreou, e a chanceler da Alemanha, Angela Merkel, nesta terça-feira.

O risco maior de uma recessão global e a insistência do Ministério da Fazenda em um Produto Interno Bruto (PIB) de 4% este ano levaram os investidores a vislumbrar a chance de uma aceleração no ritmo de corte da taxa básica de juros, aSelic. Já há quem fale em redução de até 1 ponto porcentual na reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) de outubro, apesar da contínua deterioração das expectativas de inflação. Assim, os juros futuros tiveram motivos de sobra para continuarem queimando prêmios.

Com a menor aversão ao risco, o dólar voltou a recuar perante o real, após ter oscilado em boa parte do pregão de ontem. O dólar balcão caiu 0,49%, cotado a R$ 1,8330. O mercado mantém a expectativa de que o governo federal deve voltar atrás na questão da cobrança do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) que incide nos derivativos cambiais.

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