Paulo Whitaker/Reuters
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Bolsa irá prospectar empresas para o programa de governança de estatais

Companhias de capital misto serão as primeiras a serem visitadas para conhecer o programa, que tem adesão voluntária, afirma presidente da BM&FBovespa

Fernanda Guimarães , O Estado de S. Paulo

30 Setembro 2015 | 18h16

Com o Programa Destaque em Governança de Estatais pronto, a BM&FBovespa dará início a um processo de prospecção das empresas, para que as mesmas passem a conhecer o programa para, em um segundo momento, poderem aderir, sendo que essa decisão precisa ser voluntária por parte da empresa. Segundo o diretor-presidente da bolsa brasileira, Edemir Pinto, as companhias de capital misto que planejam abrir seu capital na bolsa brasileira serão as primeiras a ser visitadas.

Hoje, com registro de análise na Comissão de Valores Mobiliários (CVM) estão a Caixa Seguridade e IRB Brasil Re, mas segundo noticiou o Broadcast, serviço em tempo real da Agência Estado, ambas devem atrasar a oferta inicial de ações (IPO, na sigla em inglês) por conta do contexto do mercado. Além delas, a BR Distribuidora, subsidiária da Petrobras, já indicou interesse em abrir capital.

O executivo citou que não é esperado um resultado no curto prazo e lembrou do processo vivido na implementação do Novo Mercado.  A diretora de Regulação de Emissores da BM&FBovespa, Flavia Mouta, disse que, apesar da participação de algumas empresas no processo, ainda não há sinalização sobre adesão. "Elas se resguardaram para ver o formato final do programa. A conversa agora deve se intensificar mais", disse ela.

Flavia destaca que o programa não tem como objetivo sanar os problemas das estatais, mas ressaltou que esse é um importante passo no sentido de jogar luz sobre o assunto. "Com isso alguns desvios acaba sendo mitigados. Não eliminaremos todos os problemas, mas esse é um grande passo", reiterou.

Entre os itens presentes no programa, Flavia disse que um dos desafios é dar maior clareza ao interesse público das companhias de capital misto. Outra questão, destacou, é a exigência de um perfil mínimo do administrador. "Há um fator político muito arreigado", disse.

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