Bolsa lidera investimentos no mês, com 8,20%, mas perde no ano

As ações foram o investimento mais rentável em junho. A Bolsa de São Paulo interrompeu dois meses de quedas seguidas e acumulou valorização de 8,20%, da qual 3,92% nos dois últimos pregões. O dólar paralelo ocupou a segunda posição na corrida das aplicações, com alta de 2%. Atrás do paralelo e da inflação de 1,38% calculada pelo IGP-M no mês ficaram todas as aplicações de renda fixa. Os mais rentáveis nessa família foram os fundos de renda fixa e os DI, empatados com 1,24% bruto, seguidos pelos CDBs para volumes de aplicação acima de R$ 100 mil, com 1,23%. O dólar comercial ficou na última posição do ranking de junho, com desvalorização de 3,23%. Os fundos Petrobrás e os fundos Vale, formados por ações compradas com o dinheiro do FGTS, ficaram atrás da bolsa em junho. Os fundos Petrobrás renderam 1,16% e os Vale, 3,16%, até dia 24. No ano, o primeiro apura ganho de 5,81% e o segundo, perda de 12,39%. A vistosa alta da Bolsa paulista no mês que acabou ontem não foi suficiente, contudo, para neutralizar a perda acumulada no ano. No balanço do primeiro semestre, a bolsa sai da primeira posição em junho e despenca para o último lugar, com baixa de 4,89%. A liderança de rentabilidade no ano é sustentada pelo dólar paralelo, com valorização de 7,80%, quase emparelhado com os CDBs para grandes valores, em segundo, com 7,78% bruto. Os fundos DI e os de renda fixa na terceira e quarta colocação, com 7,45% e 7,33%, também renderam mais que a inflação de 6,78% pelo IGP-M nos primeiros seis meses do ano. A expectativa de que o processo de alta do juro básico seria gradual, confirmado ontem pelo aumento de 0,25 ponto porcentual promovido pelo Federal Reserve (Fed, banco central dos EUA), foi um dos principais fatores de reação do mercado de ações em junho. Foi a segunda valorização no ano e a mais elástica desde dezembro. O ambiente ficou mais favorável para as ações também, depois do quadro carregado de incertezas em maio, com a queda das cotações internacionais do petróleo e os indícios cada vez mais claros de reativação da atividade econômica. A melhora de cenário e de humor dos investidores tirou o suporte do dólar, que, depois de subir 8,80% em maio, mergulhou para a última posição em junho. TendênciasO administrador de Investimentos Fabio Colombo diz que, externamente, o comportamento dos mercados daqui para a frente vai depender da política monetária nos EUA, da evolução dos preços do petróleo, da transição de governo no Iraque e de eventual recrudescimento de ataques terroristas. Internamente, segundo ele, o humor dos mercados poderá ser influenciado pelos dados sobre a recuperação da economia, pelo rumo da inflação e, em sua esteira, dos juros e pela expectativa com a votação da contribuição previdenciária dos inativos pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.