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Bolsa lidera ranking de investimentos em abril

Ibovespa sobe 2,41% no mês e acumula ganho de 0,23% no ano

Anna Carolina Papp e Luiz Guilherme Gerbelli, O Estado de S. Paulo

30 de abril de 2014 | 18h54

A Bovespa liderou o ranking de investimentos em abril. O Índice da Bolsa de Valores de São Paulo (Ibovespa) – principal termômetro do mercado acionário brasileiro – avançou 2,41%. Esse resultado levou a Bolsa a acumular alta de 0,23% neste ano.

O avanço ficou bastante abaixo do verificado em março, quando o Ibovespa avançou 7,05%, a maior alta em desde janeiro de 2012.

As ações brasileiras têm sido impulsionadas nos últimos dois meses pela menor popularidade do governo Dilma Rousseff. Na terça-feira, uma pesquisa da Confederação Nacional dos Transportes (CNT), realizada em parceria com o instituto MDA, mostrou que Dilma perdeu seis pontos porcentuais nas intenções de voto para presidente entre fevereiro e abril.

"Como se sente que o mercado quer alterações em relação à política econômica, ele se anima quando vê que há chance de mudanças", diz Fabio Colombo, administrador de investimentos. "O mercado está muito reticente com o governo, sobretudo por questões como a crise na Petrobrás e no setor elétrico."

A alta da Bolsa também pode ser explicada como reação às fortes perdas até fevereiro. Em 12 meses, o Ibovespa ainda acumula queda de 7,66%. "Nos últimos dois meses, houve recuperação do espaço perdido", diz Michael Viriato, coordenador de Laboratório de Finanças do Insper.

Neste ano, o desafio do investidor tem sido obter um ganho real. Até abril, por exemplo, o Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M) subiu 3,35%. No mesmo período, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15) – a prévia da inflação oficial do País – teve alta de 2,91%. " O investidor deve se preocupar em ter algum tipo de ganho real. Se ele investir somente em CDI e os juros permanecerem nesse patamar, a rentabilidade será ser menor", diz Viriato.

Em 2014, os fundos de renda fixa ganharam 2,92%, o CDB 2,68% e os fundos DI 2,55%. Na lanterna ficou o dólar, com recuo de 5,18%. "É difícil o dólar chegar a uma patamar mais baixo do que o atual", diz Colombo.

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