WERTHER SANTANA/ESTADAO
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Bolsa fecha em alta e dólar cai a R$ 3,71 com exterior positivo e expectativa para Previdência

O Ibovespa, principal índice de ações do País, retornou aos 96 mil pontos; notícia de que o presidente Jair Bolsonaro pode deixar o hospital nesta quarta-feira fez disparar o apetite por ativos brasileiros

Antonio Perez, O Estado de S.Paulo

12 Fevereiro 2019 | 11h46
Atualizado 12 Fevereiro 2019 | 18h30

Os ativos domésticos registraram ganhos nos negócios desta terça-feira, 12, em meio a uma onda de otimismo no mercado externo, com as bolsas americanas renovando máximas, e a perspectiva de que a proposta de reforma da Previdência seja apreciada ainda esta semana pelo presidente Jair Bolsonaro. A Bolsa superou os 96 mil pontos, com disparada de ações da Vale, Petrobrás e alta firme do bloco financeiro.

O Ibovespa subiu 1,86%, aos 96.166,08 pontos, com destaque para os papéis da Petrobrás, que tiveram alta superior a 3% na esteira da valorização do petróleo, e para as ações da Vale, que subiram 5,43%. Já o dólar, que chegou a operar abaixo de R$ 3,71, recuou 1,33%, cotado a R$ 3,7148.

As bolsas americanas atingiram máximas com as declarações otimistas do presidente do Federal Reserve (Fed, o banco central americano) sobre a economia dos Estados Unidos. Os índices em NY trabalham em alta desde o início dos negócios na esteira do acordo no Congresso americano para evitar uma nova paralisação. O presidente Donald Trump afirmou que não estava "muito contente" com o acordo fechado entre a situação republicana e a oposição democrata para a segurança na fronteira, mas não disse que o rejeitará.

Ao clima externo favorável somou-se a previsão de que o presidente Jair Bolsonaro tenha alta nesta quarta-feira, 13, segundo informações do médico Antonio Luiz Macedo, que acompanha o presidente no hospital Albert Einstein.

O secretário especial da Previdência e Trabalho, Rogério Marinho, disse mais cedo que a equipe econômica já conclui o texto-base do projeto da reforma da Previdência, que deve ser apreciado por Bolsonaro assim que ele deixar o hospital. Marinho acrescentou que o texto que será entregue ao presidente é "bem diferente" da minuta que foi obtida na semana passada pelo Broadcast.

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