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Otimismo com CCJ e alta na Bolsa de Nova York levam Ibovespa acima dos 95 mil pontos

A sinalização dos caminhoneiros de que não haverá nova greve também ajudou o índice da Bolsa de São Paulo a começar o dia com resultados positivos

Karla Spotorno, O Estado de S.Paulo

23 de abril de 2019 | 11h24

A Bolsa fechou em alta de 1,41%, chegando aos 95.923,24 pontos O Ibovespa é negociado em alta desde a sua abertura, nesta terça-feira, 23. O movimento foi fundamentado numa soma de fatores, como a alta nas bolsas de Nova York, fim à possibilidade de greve dos caminhoneiros e esperança com aprovação da admissibilidade da reforma da Previdência após acordo com o Centrão.

O dólar se, por sua vez,  fortaleceu em relação a uma cesta de moedas principais, em alta por exemplo ante o euro e a libra, diante de sinais positivos da economia dos Estados Unidos. A divisa é apoiada pela percepção de que o quadro no país é melhor do que em outras regiões.

No fim da tarde em Nova York, o dólar recuava a 111,85 ienes, o euro caía a US$ 1,1222 e a libra tinha queda a US$ 1,2943. O índice DXY, que mede o dólar em relação a uma cesta de moedas principais, subiu 0,36%, a 97,636.

Moedas estrangeiras

Entre as moedas emergentes, o dólar caía a 42,4120 pesos argentinos. A moeda da Argentina reduziu com isso um pouco das perdas recentes, embora investidores sigam cautelosos com o quadro de alta inflação e recessão econômica, em meio a dúvidas sobre a eficiência do plano do governo Mauricio Macri de congelar cerca de 60 produtos básicos até o fim do ano.

Na agenda de indicadores de hoje, as vendas de moradias novas avançaram 4,5% em março ante fevereiro nos EUA, o que contrariou a previsão de queda. Já na zona do euro, na volta de um feriado prolongado, a confiança do consumidor recuou de -7,2 em março a -7,9 em abril, segundo a Comissão Europeia, resultado pior do que o esperado pelos analistas. A percepção de que o quadro econômico é melhor nos EUA que em outras partes do mundo, sobretudo na Europa, tende a apoiar o dólar e pressionar a moeda comum europeia.

Na avaliação do BBH, a alta recente dos juros dos Treasuries nos EUA deve também ajudar a apoiar o dólar. O banco de investimentos nota, contudo, que o mercado continua a esperar um relaxamento monetário mais adiante pelo Federal Reserve (Fed, o banco central americano), o que pode fazer força contrária.

Petrobrás

Ainda que a valorização do petróleo sugira o mesmo comportamento para as ações da Petrobrás, analistas estudam se a correlação direta entre os dois preços segue valendo depois de o presidente Jair Bolsonaro (PSL) ter interferido no reajuste do diesel na quinzena passada. 

Os analistas da estatal, inclusive, assimilam a mudança na divulgação de ajustes de preços da gasolina e do diesel anunciada nesta segunda-feira, 22. A empresa vai passar a registrar o valor por cada um dos 37 pontos de venda e não mais fazendo a média do mercado, como vinha divulgando. 

O detalhamento do preço de venda da Petrobrás é um antiga reivindicação da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) e uma forma de o mercado comparar os valores divulgados pela agência com os da petroleira, a fim de verificar se a estatal está realmente praticando preços alinhados com mercado internacional.

Noticiário corporativo

Do noticiário corporativo, um dos destaques é a B3. O conselho de administração aprovou ontem a realização da segunda emissão de debêntures simples, não conversíveis em ações, da companhia, em série única, no valor total de R$ 1,2 bilhão. Os títulos terão distribuição pública com esforços restritos de colocação. Perto do horário acima, a ON da B3 subia 1,44%.

Sobre a iminente greve no setor de transportes, o governo conseguiu chegar a um acordo que demoveu os caminhoneiros da ideia de paralisar os serviços e o País. Além do pacote divulgado na semana passada e da mudança na forma de divulgação dos reajustes da Petrobrás, ficou acertado que o governo irá fiscalizar o cumprimento das tabelas de preço do frete e reajustá-las com as variações de preço dos combustíveis.

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