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Bolsa recua pela 3ª sessão e perde nível de 50 mil pontos

Ibovespa caiu 3,27% e destas três sessões consecutivas de perdas, recuo da bolsa paulista foi de 5,28%

Claudia Violante, da Agência Estado

13 de maio de 2009 | 17h28

A Bolsa de Valores de São Paulo recuou nesta quarta-feira, 13, pela terceira sessão seguida. O Ibovespa - principal índice da bolsa paulista - caiu 3,27%, para fechar abaixo de 50 mil pontos pela primeira vez no mês de maio. Nestas três sessões consecutivas de perdas, recuou 5,28%, mais da metade dos 8,68% de elevação registrados na primeira semana do mês (até dia 8). Assim, em maio, o índice registra variação positiva de 2,94%. Em 2009, a alta é de 29,64%. O giro financeiro totalizou R$ 4,997 bilhões. Os dados são preliminares.

 

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O Ibovespa já perdeu mais da metade do que havia acumulado até a última sexta-feira, antes de iniciar essa temporada de vendas. Vale e siderúrgicas lideraram as perdas do dia, em razão do tombo dos metais e também de a China ser uma das razões a pesar sobre as ações neste pregão. Os bancos também recuaram, seguindo o setor nos EUA.

 

O dólar deu sequência ao movimento da véspera e fechou em alta ante o real nesta quarta-feira, por conta da piora nos mercados acionários internacionais. A moeda norte-americana encerrou a sessão com avanço de 1,79%, a R$ 2,105 para venda. Ainda assim, neste mês, o dólar acumula depreciação de 3,5%.

  

Hoje, a Bolsa não teve justificativas para subir. Começou a sessão já repercutindo os dados conhecidos no exterior. As notícias ruins vieram da China, Europa e EUA. A produção industrial chinesa cresceu 7,3% em abril ante março. Apesar de bastante robusto, o número ficou abaixo do desempenho de março (+8,3%) e foi menor do que os 8% previstos pelos analistas.

 

Na zona do euro, a informação desagradável também foi a da produção industrial, mas nem de longe ela foi como a da China: veio infinitamente pior, uma vez que a crise também acertou a região em cheio. A produção industrial na zona do euro caiu 2% em março em relação a fevereiro (mais do que o recuo de 1,2% previsto) e 20,2% em comparação a março do ano passado (-18,2% estimados). A queda anual é a mais profunda desde que os registros foram iniciados em janeiro de 1990, disse a Eurostat.

 

O indicador europeu pesou sobre as bolsas no continente, que recuaram ainda pressionadas pela baixa dos papéis dos bancos e das mineradoras. Na Bolsa de Londres, o índice FTSE-100 caiu 2,13%. O índice CAC-40 da Bolsa de Paris registrou queda de 2,42%. Em Frankfurt, o índice Xetra-DAX declinou 2,61%.

Os índices europeus também sentiram a mão do indicador norte-americano, que foi fundamental para levar Wall Street para baixo. As vendas no varejo norte-americanas apresentaram inesperado declínio, de 0,4%, em abril em relação a março, ante expectativa de elevação de 0,1%.

 

O Dow Jones terminou o pregão em baixa de 2,18%, aos 8.284,89 pontos, o S&P recuou 2,69%, aos 883,92 pontos, e o Nasdaq, de 3,01%, a 1.664,19 pontos.

 

No Brasil, as perdas dos bancos superaram os 2%. Bradesco PN terminou com queda de 3,69%, Itaú Unibanco PN, de 2,65%, e Banco do Brasil ON, 2,76%. Foi Vale e siderúrgicas que comandaram as perdas. A mineradora recuou 3,99%, na ação ON e 3,57% na PNA. Gerdau PN desabou 5,97%, Metalúrgica Gerdau PN, 5,28%, Usiminas PNA, 3,86%, e CSN ON, 4,53%.

 

A queda generalizada da bolsa e do petróleo em particular pesou sobre as ações da Petrobras, com as ordens massivas de vendas pelos investidores estrangeiros. O tombo, no entanto, foi menor que o de Vale: Petrobras ON recuou 2,72% e PN, 2,69%. Na Nymex, o contrato do petróleo para junho terminou em baixa de 1,41%, a US$ 58,02.

 

(Com Reuters)

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