Bolsa recupera perdas acumuladas desde 1ª denúncia de Jefferson

O deputado José Dirceu (PT-SP) não renunciou, como muitos esperavam no mercado financeiro. Mas negou todas as acusações que lhe foram feitas pelo deputado Roberto Jefferson (PTB-RJ) e, principalmente, poupou o presidente Lula de qualquer envolvimento com as denúncias de corrupção. Tudo o que o mercado quer desde o início da crise política é a preservação de Lula e da política econômica.Aos poucos, é esse o cenário que o mercado vem montando. Hoje, a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) somou 26.788 pontos, 1,60% acima do nível registrado desde a primeira denúncia sobre o suposto esquema de mensalão, há quase dois meses.O dólar fechou hoje em R$ 2,3420, com baixa de 3,50% desde o início de junho. Só os juros ficaram mais equilibrados. O contrato de juros futuros pós-fixado (DI), com vencimento em janeiro de 2007, subiu de 17,71% para 17,84% no mesmo período. O contrato com vencimento em janeiro de 2006 caiu de 19,44% para 19,09%.Investidor estrangeiroNa cabeça de boa parte do mercado, principalmente dos investidores estrangeiros, a crise política não chegou a ameaçar a política econômica, que desta forma estaria preservada até o fim do mandato do presidente Lula. O mandato do presidente também estaria garantido até o seu término. Desta forma, nas eleições presidenciais em 2006, haveria uma probabilidade mínima de um aventureiro ganhar a corrida para o Palácio do Planalto. O próximo presidente, neste caso, seria o mesmo Lula ou então um dos candidatos do PSDB. Numa situação ou noutra, o mercado aposta na continuidade da política econômica atual. A melhor indicação de que o investidor estrangeiro trabalha com esse cenário é o volume de capital externo que entrou na Bovespa no mês de julho. Até o dia 28, penúltimo dia útil do mês passado, o saldo líquido de investimento estrangeiro na Bolsa era de R$ 2,433 bilhões.

Agencia Estado,

02 de agosto de 2005 | 19h29

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