Bolsa retoma 57 mil pontos, maior nível desde agosto de 2008

Diante de dados negativos do EUA, Vale, Petrobrás e siderúrgicas garantiram fechamento positivo

Claudia Violante, da Agência Estado,

13 de agosto de 2009 | 17h28

Os indicadores conhecidos nesta quinta-feira, 13, nos Estados Unidos neutralizaram parcialmente a euforia vista após dados sobre PIB de alguns países da zona do euro. Isso trouxe um pouco de volatilidade às ações, em Wall Street e na Bovespa, mas, aqui Vale, Petrobrás e siderúrgicas sustentaram os ganhos e garantiram fechamento positivo, seguindo o desempenho das commodities no exterior.

 

O Ibovespa terminou o dia em alta de 0,81%, de volta ao patamar de 57 mil pontos, de onde saiu em agosto do ano passado. Fechou nos 57.047,98 pontos, maior nível desde 6 de agosto de 2008 (57.542,5 pontos). Na mínima, registrou 56.533 pontos (-0,10%) e na máxima, os 57.367 pontos (+1,38%). No mês, acumula ganhos de 4,17% e, no ano, de 51,93%. O giro financeiro totalizou R$ 5,764 bilhões. os dados são preliminares.

 

Os investidores deste lado do globo receberam logo cedo as boas notícias sobre o PIB de alguns países europeus, que deram continuidade ao otimismo pós-reunião do Fomc, ontem. A Alemanha, a França e Portugal anunciaram alta de 0,3% nas suas economias no segundo trimestre, deixando para trás a tão falada recessão técnica. Detalhe: antes do previsto. Também a zona do euro entregou números melhores do que o previsto: o PIB caiu 0,1%, ante previsão de -0,4%.

 

Esses números acabaram ampliando o apetite ao risco, fizeram o dólar cair e as commodities subirem. Tudo isso garantiria um dia uniformemente no azul às bolsas não fossem os indicadores norte-americanos ruins - todos piores do que as previsões. As vendas no varejo dos EUA caíram 0,1% em julho ante junho (a previsão era de alta de 0,8%). Excluindo-se automóveis, as vendas recuaram 0,6% em julho (+0,1% previsto); os pedidos de auxílio-desemprego subiram 4 mil, ante previsão de queda de 5 mil; e os preços de importação caíram 0,7% em julho.

 

Os dados de vendas desanimaram os investidores que voltaram a ter dúvida quanto à recuperação da economia dos EUA, amplamente dependente do consumo. Depois de alguma oscilação entre altas e baixas, o Dow Jones terminou o pregão com valorização de 0,39%, aos 9.398,19 pontos, o S&P500 avançou 0,69%, aos 1.012,73 pontos e o Nasdaq subiu 0,53%, para 2.009,35 pontos.

 

No Brasil, as blue chips e as siderúrgicas foram as ações que garantiram os ganhos da Bovespa. "O mercado trabalhou pesado hoje (quinta-feira). Boa parte das ações do Ibovespa fechou em baixa, mas os estrangeiros compraram principalmente blue chips e siderúrgicas, garantindo a alta do índice", comentou o consultor de investimentos de um grande banco doméstico.

 

Petrobrás terminou a sessão em alta de 1,55% na ação ON e de 1,88% na PN. Na Nymex, o contrato para setembro do petróleo +0,51% a US$ 70,52 o barril. Amanhã, após o fechamento do mercado, a estatal divulga seu balanço trimestral.

 

Vale hoje teve desempenho melhor que Petrobrás. Os papéis ON subiram 2,58% e os PNA, 2,54%, acompanhando os metais no exterior. No setor siderúrgico, Gerdau PN, +2,79%, Metalúrgica Gerdau PN, +2,51%, Usiminas PNA, +3,28%, CSN ON, +0,79%.

 

No setor bancário, o destaque hoje é BB ON, que subiu 2,38%. O banco anunciou aumento de 41% no lucro líquido no segundo trimestre em relação ao primeiro, para R$ 2,348 bilhões, e voltou a ocupar a liderança do setor, com o maior volume de ativos, ultrapassando o Itaú Unibanco. O BB encerrou o segundo trimestre com ativos totais de R$ 598,839 bilhões, frente R$ 596,387 bilhões do concorrente Itaú. Itaú Unibanco PN fechou em baixa de 1,22% e Bradesco PN recuou 1,09%.

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