Bolsa russa pára e governo anuncia plano de até US$ 200 bi

País irá refinanciar até US$ 50 bi em dívida estrangeira; bancos poderão assumir empréstimos sem garantias

Cynthia Decloedt, da Agência Estado,

10 de outubro de 2008 | 09h20

As bolsas russas voltam a ter suas operações suspensas nesta sexta-feira, em virtude das profundas quedas sofridas pelas ações, levando o governo a anunciar investimento de 175 bilhões de rublos (US$ 6,7 bilhões) no mercado na semana que vem, segundo informações publicadas na imprensa. Paralelamente, a Câmara Baixa russa ou Duma aprovou uma lei para dar assistência financeira ao governo russo, que prevê até US$ 200 bilhões ao mercado.   Veja também: Bush receberá ministros do G7 na Casa Branca Como o mundo reage à crise  Reino Unido congela ativos do banco islandês Landsbanki FMI age para garantir crédito a emergentes Confira as medidas já anunciadas pelo BC contra a crise Entenda a disparada do dólar e seus efeitos Especialistas dão dicas de como agir no meio da crise A cronologia da crise financeira  Veja como a crise econômica já afetou o Brasil    A lei autoriza o governo a refinanciar até US$ 50 bilhões em dívida estrangeira, com alguns bancos podendo assumir empréstimos durante seis meses sem garantias. A medida faz parte de um pacote mais amplo de até US$ 200 bilhões, direcionado a dar sustentação ao setor financeiro. A lei tem de ser aprovada pela Câmara Alta e posteriormente ser assinada pelo presidente Dmitry Medvedev.   Segundo informações divulgadas, o primeiro-ministro da Rússia, Vladimir Putin, afirmou que o governo irá adquirir papéis de empresas russas. O governo pretende utilizar recursos das reservas estrangeiras para dar suporte ao mercado acionário, que já perdeu 70% de seu valor desde a máxima atingida em maio.   Além da bolsa russa, as bolsas da Islândia e da Indonésia também não operaram nesta sexta-feira, por causa da turbulência provocada pela crise financeira. A agência de classificação de risco Standard & Poor's alterou a perspectiva para o rating, de longo prazo, de 13 instituições financeiras russas, para negativa, de estável. A agência cita, obviamente, as turbulências externas e internas.

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