Coluna

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Bolsa: sair agora pode ser mau negócio

Depois dos ataques norte-americanos ao Afeganistão, crescem os temores dos investidores em relação ao impacto dos conflitos militares sobre o ritmo da atividade econômica mundial. A economia norte-americana já vinha em desaquecimento forte, mesmo antes dos ataques terroristas aos Estados Unidos em 11 de setembro. Este cenário pode ficar pior, caso a confiança do consumidor norte-americano continue em baixa, desestimulando novos investimentos por parte dos empresários do país.Para o investimento em ações, esta situação pode ser considerada um fator de risco a mais, já que pode provocar novas quedas no preço dos papéis. Em entrevista à repórter Rosângela Santiago, o administrador de Fundos da Fama Investimentos, Maurício Levi, não descartou oscilações nos próximos meses. Segundo ele, quem já está com recursos em Bolsa, neste momento, não deve sair, já que as ações estão muito baratas. Para se ter uma idéia, o Ibovespa - índice que mede a valorização das ações mais negociadas na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) -, acumula uma queda de 33,17% neste ano. O diretor-executivo do CitiGroup Asset Management, Roberto Apelfeld, afirmou à repórter Rosângela Santiago que a tendência é de que as oscilações se reduzam no longo prazo, mas não definiu quando isso deve acontecer. Ele prevê que os investidores que venderem suas ações agora correm o risco de ter seus recursos reduzidos, em função da baixa dos papéis, ou seja, há uma realização de prejuízo. "Também podem perder a chance de até ganhar no futuro", afirma.Ações: apenas para quem tem disponibilidade de tempo Independentemente da época de incertezas atual, o investimento em ações é recomendado apenas para quem não tem uma data definida para resgate. Apesar das ações já estarem em patamares muito baixos, não há nenhuma certeza de que não possam cair ainda mais. Ou seja, quem compra ações ou aplica em um fundo de ações deve estar preparado para perdas e deve ter tempo para esperar uma recuperação do preço das ações.

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