Bolsa segue exterior, avança 2,32% e volta a ter ganhos no ano

Cenário:

ALESSANDRA TARABORELLI , O Estado de S.Paulo

30 de novembro de 2012 | 00h56

A percepção de que um acordo para evitar o abismo fiscal nos Estados Unidos será alcançado voltou a alimentar o otimismo entre os investidores ontem, embora as negociações entre governo e congressistas sigam difíceis.

Neste contexto, a Bovespa encontrou espaço para avançar 2,32%, aos 57.852,53 pontos, na pontuação máxima do dia, e passar a acumular alta de 1,94% em 2012. O movimento de valorização foi ampliado na etapa final da sessão, com os investidores aproveitando o ânimo externo para irem às compras.

Nesta quinta-feira, o presidente Barack Obama conversou por telefone com o presidente da Câmara, John Boehner, em um diálogo classificado como "seco". Já o deputado democrata Chris van Hollen afirmou que os líderes do Congresso e a Casa Branca "não estão perto de um acordo". Estes comentários fizeram os mercados de ações em Nova York perderem parte do fôlego durante a tarde, mas não eliminaram os ganhos, já que os indicadores econômicos divulgados ao longo do dia também contribuíam para o movimento.

O Produto Interno Bruto (PIB) do terceiro trimestre dos EUA foi revisado de uma taxa anualizada de 2% para 2,7%, enquanto o número de pedidos de auxílio-desemprego na última semana recuou mais que o esperado pelo mercado. Na Europa, os números informados pela manhã também agradaram. Assim, o Dow Jones subiu 0,28%, o S&P 500 avançou 0,43% e o Nasdaq, 0,68%.

No câmbio, apesar do ambiente ameno no exterior, o dólar avançou de forma consistente ante o real, em meio a movimentos técnicos que antecedem a formação da taxa Ptax, coletada pelo Banco Central e usada para liquidar os contratos de derivativos cambiais do próximo mês. A moeda dos EUA chegou a ficar acima de R$ 2,11 no balcão, o que fez o mercado ficar na expectativa de nova atuação do BC para conter a alta. A autoridade monetária, no entanto, não atuou e, no fim, o dólar à vista no balcão terminou a R$ 2,0980 (+0,48%).

Na renda fixa, as taxas dos contratos futuros de juros fecharam em alta, na esteira da melhora externa e do avanço do dólar, que eleva as apreensões com o impacto do câmbio sobre a inflação. A decisão de quarta-feira do Copom, que manteve a Selic em 7,25% ao ano, já era largamente esperada e praticamente não influenciou os negócios com juros. Hoje, será conhecido o PIB do terceiro trimestre no Brasil e um resultado fora das estimativas pode adicionar volatilidade aos negócios.

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