Bolsa sobe 0,34% após vencimento de opções sobre ações

Cenário:

ALESSANDRA TARABORELLI , O Estado de S.Paulo

21 de agosto de 2012 | 03h10

O mercado financeiro brasileiro operou em direção divergente daquela registrada no exterior durante grande parte desta segunda-feira. Depois de fraquejar no período da manhã, o Ibovespa fechou a sessão em alta de 0,34%, aos 59.2283 pontos. Os papéis da Vale ajudaram a impulsionar a valorização após elevada volatilidade registrada no período da manhã, causada pelo vencimento de opções sobre ações. A valorização foi de 1,99% no papel ON e de 1,89% no PNA. Já Petrobrás ON encerrou o pregão em queda de 0,09%, mas com recuperação em relação às mínimas, e o papel PN subiu 0,14%.

As reduções das quedas das bolsas em Nova York, no meio da tarde, também contribuiu para a performance da Bovespa. No final do dia, as bolsas dos EUA fecharam praticamente estáveis, aliviando o clima de incertezas em relação à zona do euro que prevaleceu no exterior durante a maior parte do pregão. Ainda assim, a cautela dos investidores colocou quase todos os índices acionários europeus no vermelho.

O que mais pesou foram as negativas de que o Banco Central Europeu (BCE) consideraria estabelecer um limite para os custos de empréstimos para os países mais debilitados na zona euro. A notícia, publicada por uma revista alemã, tinha animado os mercados inicialmente, mas foi avaliada como uma possibilidade problemática pelo governo da Alemanha, acabou rechaçada pelo Bundesbank e fez com que um porta-voz do BCE viesse a público criticar a publicação por falar sobre visões individuais e decisões que não foram tomadas.

Já o dólar à vista manteve-se todo o dia em alta ante o real. O mercado segue convicto da disposição do Banco Central em administrar as cotações e, por isso, considera que o vencimento de contratos de swap - equivalente à venda de dólares no mercado futuro -, no próximo dia 3 de setembro, não será rolado. Isso cria demanda por dólar e pressiona as cotações para cima. Os volumes negociados seguem pequenos afetados também pelas férias no hemisfério norte e pelas greves do setor público brasileiro, que dificultam as atividades do segmento exportador.

No mercado de juros, as taxas futuras subiram, principalmente nos prazos intermediários e longos. Apesar da cautela que prevaleceu no exterior, sinais de melhora da atividade econômica doméstica provocam ajustes nas carteiras dos investidores. Com isso, a taxa de juros para janeiro de 2017 encerrou a sessão a 9,38%, de 9,24% na sexta-feira.

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