Bolsa sobe 0,44% e dólar tem mais um dia de forte queda

O presidente do Banco Central (BC), Henrique Meirelles, em entrevista ao jornalista Jamil Chade da Agência Estado hoje, tentou esclarecer as declarações que deu ontem sobre a queda da inflação. Ele procurou mostrar que não quis dizer, necessariamente, que suas declarações mais positivas sobre a inflação indicam uma queda dos juros. O fato é que os investidores perceberam uma mudança no discurso sobre inflação e juros e reagiram de forma positiva. Além disso, rumores de uma nova captação de recursos em papéis da dívida brasileira no exterior influenciaram de forma positiva os mercados, principalmente o cambial, já que a operação vai aumentar o volume de moeda norte-americana em negociação. Isso pressionou para baixo as cotações. O dólar comercial encerrou o dia cotado a R$ 2,8600, em baixa de 2,05% em relação aos últimos negócios de ontem. Este é o patamar mais baixo desde 18 de julho de 2002. Com este resultado, a moeda norte-americana acumula queda de 3,70% em junho e baixa de 19,21% no ano. O dólar oscilou da máxima de R$ 2,9120 à mínima de R$ 2,8580. A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) subiu um pouco mais nesta quinta-feira. A alta foi de 0,44%. Em pontos, a Bolsa encerrou o dia em 13.732. Trata-se do nível mais alto desde 17 de abril de 2002, quando os negócios terminaram em 13.732 pontos, segundo informou a editora Aline Cury Zampieri. O volume de negócios ficou em R$ 846 milhões. No mercado de juros, os contratos com taxas pós-fixadas negociados na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F), com vencimento em janeiro de 2004, pagavam taxas de 23,85% ao ano ? contra 23,84% ao ano registrados ontem.

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