Bolsa sobe 1,27%; Visanet estreia com alta de 11,80%

Renovação do IPI menor para construção, linha branca e veículos, embora já esperada, também contribuiu

Claudia Violante, da Agência Estado,

29 de junho de 2009 | 17h37

A segunda-feira foi rica ao mercado acionário no Brasil, com a prorrogação das medidas de desoneração tributária pelo governo e, sobretudo, com a estreia das ações da Visanet no pregão. Os papéis foram destaque de ganhos e também de giro, desbancando as ações da Vale e Petrobras das mais negociadas da sessão. A renovação do IPI menor para construção civil, linha branca e veículos, embora já esperada, também contribuiu para reforçar o ambiente favorável da sessão.

 

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A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa), assim, terminou a última segunda-feira do mês e do semestre com elevação de 1,27%, aos 52.137,58 pontos, maior nível desde os 53.558,23 pontos de 12 de junho passado. Com o resultado de hoje, diminuiu as perdas acumulas em junho a 1,99%. Em 2009, tem ganho de 38,85%. O giro financeiro somou hoje R$ 6,389 bilhões, dos quais R$ 2,888 bilhões foram movimentados pela ação estreante.

 

As ações ordinárias (ON, com direito a voto) da Visanet subiu 11,80%, para fechar a R$ 16,77. Na máxima cotação do dia, atingiu R$ 17,35. Segundo uma fonte, os estrangeiros teriam levado 80% das ações reservadas. Os dados são preliminares.

 

Além da Visanet, a Bovespa ainda teve boas notícias macroeconômicas para repercutir. O governo anunciou hoje a prorrogação do IPI reduzido para alguns setores. Como a notícia já havia sido antecipada, não teve impacto forte nos papéis dos setores relacionados, mas num dia positivo, também contribuiu, influenciando ações da construção civil e siderúrgicas.

 

O governo decidiu estender por mais três meses o IPI menor dos veículos, medida que vale até setembro. No último trimestre, haverá aumento gradual da alíquota. Os caminhões terão extensão da medida por 6 meses, assim como a construção civil, onde vergalhões de cobre também foram incluídos na isenção. No caso da linha branca, a extensão vai até outubro de 2009, enquanto as alíquotas menores de PIS/Cofins para farinha de trigo e pão comum foram mantidas por mais 18 meses.

 

Mercado externo

 

Além do noticiário forte hoje, as bolsas externas deram trégua. Em Wall Street, a segunda-feira foi dia de ajuste de carteiras de investimentos antes do encerramento do trimestre. As ações das petrolíferas foram destaques de ganhos em razão da forte alta do preço do petróleo. O Dow Jones subiu 1,08%, para 8.529,38 pontos. O S&P avançou 0,91%, aos 927,23 pontos, e o Nasdaq 0,32%, aos 1.844,06 pontos.

 

Na bolsa eletrônica de Nova York (Nymex), o contrato do petróleo para agosto avançou 3,37%, para fechar cotado a US$ 71,49 o barril. A commodity subiu impulsionada por notícias de novos ataques de militantes à infraestrutura de petróleo da Nigéria e pela alta das bolsas. A alta do petróleo influenciou no desempenho das ações da Petrobras, que terminaram em +2,36% na ON e +2,48% na PN.

 

Vale também subiu, mas com menor vigor: +0,90% a ON e +0,66% a PNA. No setor siderúrgico, Gerdau PN, +2,06%, Metalúrgica Gerdau PN, +2,03%, Usiminas PNA, +3,75%, e CSN ON, +0,63%.

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