Bolsa sobe 22,3% e lidera ranking de aplicações do semestre

A lanterna em junho ficou com o ouro, que perdeu 3,41%. E, no semestre, com o dólar paralelo, que caiu 11,86%. Fundos de renda fixa subiram 5,16%

Agencia Estado

02 de julho de 2007 | 09h26

Como já havia ocorrido em março, abril e maio, a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) liderou o ranking de investimentos no País em junho, com valorização de 4,06%. No semestre, a Bolsa também ocupou o primeiro lugar, com alta acumulada de 22,3%, bem à frente do segundo colocado, os fundos de renda fixa, que subiram 5,16% no período. A lanterna em junho ficou com o ouro, que perdeu 3,41%. E, no semestre, com o dólar paralelo, que apresentou desvalorização de 11,86%. Analistas dizem que a tendência para o segundo semestre é semelhante, mas com uma diferença importante: deve haver mais oscilação, por causa das incertezas envolvendo a liquidez mundial - o dinheiro de estrangeiros tem sido o principal combustível para as sucessivas altas da Bovespa.A expectativa dos especialistas é de que a taxa básica de juros nos Estados Unidos seja mantida no nível atual, de 5,25% ao ano. Em compensação, a política monetária deve ficar mais apertada na Europa, na Inglaterra e no Japão. Nesse cenário, o investidor internacional tende a ser mais cauteloso. "O cenário é de continuidade, mas é preciso ter atenção ao cenário externo mais volátil", disse Marcelo Assalin, diretor de Investimentos da Sul América Investimentos. "O desenrolar da crise dos fundos de hedge que tiveram problemas com créditos do setor imobiliário (nos Estados Unidos) também pode afetar o humor do mercado", acrescentou o administrador de investimentos Fabio Colombo. Assalin acredita que, mesmo nesse ambiente, há espaço para o Índice Bovespa alcançar 60 mil pontos em dezembro (hoje está em 54.390). Levando-se em conta o que dizem os especialistas, o dólar deve continuar amargando as últimas posições do ranking ao longo do segundo semestre. "A tendência de valorização do real ante o dólar permanece, mas com menos espaço para o avanço da moeda brasileira", observou Newton Rosa, economista-chefe da Sul América Investimentos. Ele prevê o dólar a R$ 1,90 no fim do ano.

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