Bolsa sobe 3,25% com destaque para ações de elétricas

A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) voltou a romper a resistência dos 18 mil pontos. O Ibovespa ? índice que mede o desempenho das ações mais negociadas na Bolsa ? fechou em alta de 3,25%, nos 18.369 pontos, com volume financeiro de R$ 1,959 bilhão. Deste total, R$ 783,634 milhões vieram no exercício de opções (operações no mercado futuros).As ações de elétricas dispararam, tendo em vista o novo modelo governamental para o setor que, segundo informações de operadores, deve privilegiar principalmente as geradoras. As preferencias (PN, sem direito a voto) tipo B da Eletrobrás subiram 14,29% e as ordinárias (ON, com direito a voto) da Eletrobrás, 13,66%. Foram as duas maiores altas do Ibovespa hoje. O mercado de juros futuros encerrou a segunda-feira, véspera do início da reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), um pouco mais conservador em relação à aposta para o rumo da Selic, a taxa básica de juros da economia. Pesquisa do BC divulgada hoje apontou que a expectativa mais forte é por uma redução de 1,0 ponto porcentual ? de 20% ao ano para 19% ao ano.Na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F), os contratos de juros pós-fixados com vencimento em julho encerraram o dia com 17,61% ao ano, ante 17,49% ao ano de sexta-feira. Já o contrato com vencimento em abril pagou juros de 17,17% ao ano, frente a 17,65% ao ano negociado ontem.O dólar comercial encerrou pelo quarto dia útil consecutivo em alta, de 0,24%, cotado a R$ 2,8760 na ponta de venda dos negócios. As cotações foram sustentadas pela queda do C-Bond ? principal título da dívida brasileira negociado no exterior ? e a alta do risco Brasil ? taxa que mede a confiança dos investidores estrangeiros na capacidade de pagamento da dívida do país.InflaçãoA inflação continua na lista das boas notícias. Há pouco, a Fundação Getúlio Vargas (FGV) divulgou a segunda prévia do Índice Geral dos Preços de Mercado (IGP-M), de 0,37%, abaixo das expectativas do mercado, que variavam entre 0,50% e 0,57%. E bem abaixo do resultado de igual período de setembro, quando a taxa subiu 1,04%. Já o IPC da Fipe, referente à segunda quadrissemana de outubro, ficou dentro do esperado, em 0,78% (as projeções variavam entre 0,65% e 0,81%).

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