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Bolsa sobe 3,5%; negócios ultrapassam R$ 100 bi no mês

Mercado de ações foi favorecido nesta sexta-feira pelas notícias do mercado americano

31 de agosto de 2007 | 16h36

A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) zerou as perdas acumuladas no mês de agosto e, às 16h30, está em alta de 3,41%, aos 54.660 pontos. Fechando neste patamar, a Bolsa acumularia ainda uma alta de quase 1% no mês de agosto. Os negócios no mercado de ações foram favorecidos nesta sexta-feira pelas notícias do mercado americano. Veja também:  Cronologia da crise financeira Fed está pronto a agir se crise afetar economia, diz BernankePacote de Bush para o setor de crédito imobiliárioDólar termina agosto com maior alta mensal em 15 meses   O presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, anunciou no final da manhã desta sexta-feira, 31, um pacote de medidas para ajudar tomadores de hipotecas e atenuar o aperto do crédito. O mercado já reagiu. Em Nova York, as bolsas operam em alta. O Dow Jones sobe 1,34%. A Nasdaq tem valorização de 1,40%.  Em agosto, pela primeira vez, o volume negociado na Bovespa ultrapassou a barreira dos R$ 100 bilhões ou US$ 50 bilhões. De acordo com dados da Economatica - empresa de análise financeira -, até o dia 30 de agosto, a bolsa paulista movimentou no mercado à vista R$ 103,1 bilhões. O valor acumulado no mês de agosto foi comparado com os valores históricos ajustados pela inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). Se considerado o volume financeiro em dólares, também a Bovespa (Mercado a vista) consegue ultrapassar a marca histórica dos US$ 50 Bilhões, fato nunca antes visto no mercado brasileiro. Notícias americanas Bush afirmou que os mercados financeiros estão em período de transição e que as turbulências ainda vão levar algum tempo para desaparecer totalmente. Segundo ele, a economia americana está preparada para este período. Bush disse ainda que o governo vai garantir o refinanciamento das hipotecas, mas sem ajudar os especuladores. O presidente teme que a crise no setor de crédito imobiliário de alto risco possa levar a uma nova onda de inadimplência e execução de garantias das hipotecas. Ele declarou também que "houve excessos na indústria de concessão de crédito", particularmente pelo fato de que o aumento nas hipotecas com taxas ajustáveis deixa alguns tomadores de empréstimo sem condição de honrar com seus pagamentos mensais. Mais cedo, o presidente do banco central americano (Federal Reserve), Ben Bernanke, disse que a instituição está pronta para agir quando for necessário para limitar o impacto da turbulência financeira na economia. Mas também descartou ajuda aos investidores que tomaram decisões erradas. "O comitê continua a monitorar a situação e vai agir à medida que for necessário para conter os efeitos adversos na economia em geral que podem surgir das turbulências nos mercados financeiros", afirmou Bernanke em discurso em um simpósio organizado pelo Federal Reserve de Kansas City. Ele reconheceu, porém, que as turbulências nos mercados resultantes de uma queda no mercado imobiliário e de um aumento acentuado do não-pagamento de empréstimos de alto risco (subprime) podem ter efeitos danosos sobre a economia em geral.

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