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Bolsa sobe 8,99% no trimestre e lidera ranking de aplicações

O último lugar ficou com o dólar, que recuou 0,73%. No período, o IGP-M caiu 0,74% no mês e 0,92% no ano

Leandro Modé, de O Estado de S. Paulo,

31 de março de 2009 | 20h02

Embalado pela melhora do mercado global, o Índice da Bolsa de Valores de São Paulo (Ibovespa) subiu 7,18% em março e liderou o ranking dos investimentos do mês. O principal termômetro da bolsa brasileira também ficou em primeiro lugar no levantamento trimestral, com ganhos de 8,99%.

 

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O lanterna do mês foi o ouro, com perda de 4,29%. No trimestre, o último lugar ficou com o dólar, que recuou 0,73%. O IGP-M, índice de inflação usado como parâmetro para o levantamento, caiu 0,74% no mês e 0,92% no ano.

 

Uma leitura apressada pode dar ao investidor a impressão de que o pior da crise financeira mundial ficou para trás. Analistas avisam, porém, que as cotações devem permanecer voláteis por um bom tempo - nenhum se arrisca a dizer quanto, em razão da dificuldade para a elaboração de cenários. Com isso, a orientação é manter-se longe das aplicações de risco, como a bolsa de valores.

 

"A verdade é que temos hoje um imenso ponto de interrogação", diz o coordenador do Centro de Estudos em Finanças da Fundação Getúlio Vargas de São Paulo (FGV-SP), William Eid Júnior. "Ninguém sabe quanto tempo a economia global levará para se recuperar."

 

Esse cenário, argumenta, é desfavorável para investir em ações. "A não ser que a pessoa tenha muito sangue frio", frisa. Eid Júnior afirma que o investidor deve conter a ansiedade. Segundo ele, muitos já olham os números das bolsas e pensam em aplicar em ações, com receio de perder o início da recuperação. O problema, argumenta, é que ninguém sabe exatamente quando tal melhora virá.

 

O administrador de investimentos Fabio Colombo concorda. "No dia 9 de março, as bolsas internacionais atingiram as cotações mínimas dos últimos anos. Começaram a se recuperar por causa de um discurso otimista de (Barack) Obama e do Plano Geithner (para salvar os bancos dos EUA)", lembra.

 

Recomendações

 

Colombo observa que, com base na experiência histórica, o período de baixa das bolsas de valores ainda é curto - entre as máximas alcançadas em outubro de 2007 e as mínimas de março deste ano, o intervalo é de apenas um ano e meio. "De fato, hoje temos instrumentos melhores que os do passado para evitar quedas mais expressivas da economia, mas, de outro lado, pode haver mais coisas para pipocar daqui para frente", diz.

 

Tanto Colombo quanto Eid Jr. acreditam que o momento é propício para aplicações em renda fixa, seja por meio do Tesouro Direto, de fundos de investimento ou CDBs de grandes bancos.

 

"As aplicações atreladas a juros melhoraram muito por causa da forte queda da inflação", diz Colombo, lembrando que o investidor deve sempre mirar o retorno real, que desconta a inflação.

 

Em compensação, os dois especialistas alertam que a queda do dólar no mês (2,24%) e no trimestre (0,73%) pode não significar uma nova tendência de valorização do real para os próximos meses. "Ainda há muita incerteza. Acredito que essa desvalorização se deve a mudanças de posição de bancos no mercado cambial, uma vez que, em termos de fluxo de moeda, não houve nada expressivo", diz Eid Júnior.

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