Bolsa sobe com feriado nos EUA, mas cai 7,7% na semana

Ausência dos investidores norte-americanos do pregão fez com que o volume fosse o 2º menor de 2008

Claudia Violante, da Agência Estado,

04 de julho de 2008 | 17h46

O feriado norte-americano do Dia da Independência permitiu à Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) o luxo de fechar o pregão com ligeira alta, depois de ter tombado quase 9% nas três primeiras sessões de julho. A ausência dos investidores norte-americanos do pregão - e a pouca disposição daqueles que trabalharam - fez com que o volume fosse o segundo menor registrado em todo o ano de 2008, atrás apenas do verificado em 26 de maio (R$ 2,608 bilhões), também por conta de outro feriado, nos Estados Unidos e Reino Unido.   Veja também: Feriado nos EUA esvazia sessão e dólar pouco oscila   A Bovespa movimentou hoje apenas R$ 2,812 bilhões (preliminar). No encerramento, o índice registrou alta de 0,16%, aos 59.365,4 pontos, reduzindo as perdas de julho a 8,69%. No ano, a queda da Bolsa alcança 7,08% e, na semana, somaram 7,7%. O índice oscilou hoje entre a mínima de 58.786 pontos (-0,82%) à máxima de 59.779 pontos (+0,85%).   Apesar de Wall Street não operar hoje, a leva de notícias ruins se manteve, hoje com origem na Europa, onde os mercados recuaram afetados pelo setor financeiro. O Goldman Sachs reduziu as estimativas de lucros de 40 bancos europeus até 2010 e disse ainda que as instituições terão de levantar US$ 94 bilhões em capital extra ou deixar de pagar dividendos durante um ano para fortalecerem seus balanços patrimoniais.   Em Londres, o índice FT-100 encerrou com queda de 1,16%, acumulando perda de 2,12% na semana. O índice CAC-40, da bolsa de Paris, declinou 1,80%, perdendo 2,99% na semana. Em Frankfurt, o DAX-30 encerrou com baixa de 1,28% - na semana, a perda foi de 2,3%.   No Brasil, a alta tímida hoje foi decidida no finalzinho da sessão que, até então, registrava queda, próxima à estabilidade. Nos últimos dias, as ordens de vendas foram amplificadas pela atuação dos estrangeiros, tanto que a saída de fluxo externo da Bovespa, recorde em junho, continua ocorrendo neste mês.   Perspectivas   Para a próxima semana, o mau humor continua, mas há quem preveja uma onda de compras diante dos preços baixos de muitos ativos domésticos, entre eles as blue chips Vale e Petrobras. Hoje, esses papéis estiveram entre os que avançaram, já com alguns corajosos indo às compras.   Esse volume pode engrossar semana que vem se o presidente do Federal Reserve, Ben Bernanke, nos dois discursos que fará na terça e quinta-feira, conseguir tranqüilizar os mercados. Também é destaque da agenda da semana que vem a reunião do Banco da Inglaterra para decidir os juros no país e vários índices de inflação no Brasil.

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