Bolsa sobe com vencimento de ações

O mercado financeiro hoje assistiu a uma recuperação da Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa), que fechou com um volume negociado de R$ 1,530 bilhão, um aumento de 2,59%. O fator principal foi o exercício de opções de compra, tipo de contrato que permite ao comprador efetivar a compra de uma ação a um preço determinado previamente.Excluindo-se esse fato, o volume do dia foi de R$ 936 milhões. Isso se deveu a um aumento na NASDAQ - bolsa de empresas de alta tecnologia de Nova Iorque - de 3,35% e uma pequena recuperação do Dow Jones - índice que mede a valorização das ações mais negociadas na Bolsa de Nova Iorque - de 1,04%. Além disso, houve uma valorização das ações das empresas do setor elétrico, cujas cotações estão baixas, segundo os analistas, mas não em função de uma expectativa otimista em relação às privatizações. Juros Os juros ficaram estáveis em 19,51% ao ano - frente a 19,61% ao ano na sexta-feira -, tomando como base negócios no swap prefixado de 252 dias úteis, em função da reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), que decidirá o novo patamar da Selic - taxa básica de juros -, a ser divulgado amanhã. A maior parte dos investidores acredita que o Copom manterá a Selic em 18,50% ao ano, mas decidirá pelo viés de baixa (hoje neutro), o que significaria uma autorização prévia do Copom para o presidente do Banco Central reduzir a taxa quando julgar conveniente. O corte dos juros, para a maioria dos operadores, só viria mais adiante, dependendo dos resultados da reunião da Organização dos Países Produtores de Petróleo (Opep), na quarta-feira e do FED (banco central norte-americano), dias 27 e 28. Uma redução do preço do petróleo diminuiria a pressão sobre a inflação, permitindo uma queda nos juros. Da mesma forma, uma redução nos juros americanos permitiria que o governo brasileiro diminuísse a taxa de juros sem afugentar investidores estrangeiros. Câmbio O dólar fechou estável hoje, cotado a R$ 1,8040. De acordo com operadores, ninguém quer se arriscar nesses dias que antecedem as reuniões do Copom e da Opep. Chamou a atenção do mercado, hoje, a divulgação do déficit de US$ 95 milhões na balança comercial, referente à terceira semana de junho (de 12 a 18). O número não agradou e a meta de superávit comercial este ano poderá sofrer novas revisões. Pela manhã, o governo admitiu que a meta indicativa de superávit comercial de US$ 4 bilhões em 2000 será revista para US$ 3 bilhões no mínimo, considerando as altas do petróleo e a greve dos fiscais da Receita Federal como principais responsáveis pelos impactos negativos no resultado da balança comercial. Quanto menor o saldo da balança, menor a entrada de dólares, e assim, sobe a cotação da moeda frente ao real.

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