Bolsa sobe em reação à fala de Mantega sobre imposto em lucros e dividendos

Instável, em certos momentos do dia o Ibovespa chegou a cair, mas durante a tarde ensaiava uma recuperação à baixa desta segunda-feira; dólar sobe e é negociado no patamar de R$ 2,57

Álvaro Campos e Luciana Antonello Xavier, O Estado de S. Paulo

02 Dezembro 2014 | 14h02

A Bovespa abriu em alta nesta terça-feira, corrigindo parte das perdas da véspera, que ocorreram em meio ao pessimismo no exterior e rumores sobre possíveis mudanças na tributação de dividendos, além de especulações sobre o retorno da CPMF. Logo na sequência, porém, a Bolsa virou e passou a cair, pressionada especialmente pelas ações de bancos, e no início da tarde voltou a operar em alta.

Às 14h00, o Ibovespa subia 0,14%, aos 52.334 pontos, após ter atingido a máxima de 52.639,71 pontos (+0,69%) mais cedo. O setor bancário tinha perdas: Itaú -0,82% e Bradesco -0,24%. Petrobrás (ON +2,69% e PN 1,54%) e Vale (ON +1,40% e PN +0,89%) tinham desempenho melhor. "O setor bancário está caindo forte, então pode ser alguma coisa ligada a essas especulações sobre tributação de dividendos, fim dos juros sobre capital próprio ou volta da CPMF. Mas são rumores, não há nada concreto", comenta um operador.

Enquanto isso, os papéis da Petrobrás seguem no foco, não só por estarem sensíveis aos temas relacionados à próxima gestão de Dilma, como também pelo fato de a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) retoma hoje o julgamento dos fundos de pensão Previ, Petros e Funcef sobre o direito de voto como minoritários na estatal. E a CPMI da Petrobras faz acareação ainda nesta terça-feira entre os ex-diretores da petroleira Paulo Roberto Costa e Nestor Cerveró.

A Bovespa virou e voltou a subir em reação à fala pontual do ministro da Fazenda, Guido Mantega. Ele disse que não apresentou nenhuma proposta para taxação de lucros e dividendos recebidos pelos beneficiários, conforme projeto que tramita na Câmara dos Deputados. "Eu não apresentei nenhuma proposta nesse sentido", disse o ministro.

No mesmo horário, o dólar comercial avançava 0,90%, cotado a R$ 2,576. Na máxima, atingiu R$ 2,578.

Mais conteúdo sobre:
BolsaBovespadólarIbovespa

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.