Bolsa tem a primeira semana de ganhos no mês de julho

A falta de detalhes sobre o pacote de ajuda à Grécia, especialmente no tocante ao envolvimento do setor privado e ao tamanho do fundo de resgate da zona do

Claudia Violante, O Estado de S.Paulo

23 de julho de 2011 | 00h00

euro, esfriou os ânimos dos investidores ontem. Começa a ganhar força a percepção de que o pacote de 159 bilhões de euros pode ser mais um "band-aid" temporário. Além disso, a sexta-feira terminou sem um acordo sobre o limite de endividamento do governo dos EUA, o que trouxe a cautela de volta às mesas de negócios. Nos EUA, o índice Dow Jones recuou 0,34%, pressionado adicionalmente pelo resultado da Caterpillar abaixo do previsto. Já o S&P 500 avançou 0,09% e o Nasdaq subiu 0,86%, reagindo a balanços bons do setor de tecnologia. Na Europa, os principais índices acionários apresentaram ganhos abaixo de 1%, longe das máximas do dia.

O arrefecimento do entusiasmo externo fez com que a Bovespa devolvesse a alta da manhã (0,72) e encerrasse o pregão estável, nos 60.270 pontos. A boa notícia é que a Bolsa brasileira teve a sua primeira semana positiva (1,33%) deste mês, porém, ainda amarga perda significativa, de 13%, no ano.

O dólar também terminou a sexta-feira no zero a zero, cotado a R$ 1,5550, após três baixas consecutivas. A moeda nesse nível aumenta a expectativa dos agentes financeiros de novas medidas do Banco Central para conter a apreciação do real. Na semana, o dólar caiu 1,27% e alcança no ano desvalorização de 6,55%.

Já o mercado de juros só pensa na ata do Copom, que sai na quinta-feira. Os contratos futuros não saíram do lugar, com os vencimentos curtos indicando estabilidade e os longos, leve queda.

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