Paulo Whitaker/Reuters
Paulo Whitaker/Reuters

Bolsa tem a quarta queda seguida e dólar fecha a R$ 3,52

Passado o turbilhão político que conduziu os negócios nos últimos meses, os agentes econômicos aguardam por novidades do novo governo; após o fechamento, ministro Henrique Meirelles anuncia a meta fiscal

Karla Spotorno e Paula Dias, O Estado de S.Paulo

20 de maio de 2016 | 19h21

SÃO PAULO - Pelo quarto dia seguido, a Bovespa encerrou o pregão em queda. Nesta sexta-feira mais fraca de negócios em relação à média do mês, o Ibovespa fechou na mínima, aos 49.722,74 pontos (-0,82%). Já o dólar à vista encerrou o dia cotado a R$ 3,5234, com queda de 1,23%.

Segundo analistas, passado o turbilhão político que conduziu os negócios nos últimos meses, os agentes econômicos aguardam por novidades do novo governo. A sexta-feira de fraca agenda macroeconômica e paciência à espera das medidas fiscais, que estão sendo cautelosamente formuladas pela equipe econômica do ministro Henrique Meirelles, acabou contribuindo para o fraco giro financeiro. O giro totalizou R$ 5,246 bilhões. A média do mês até ontem era de R$ 7,263 bilhões, segundo a BM&FBovespa.

A instabilidade do petróleo - que sofre com as notícias ora boas, ora ruins, sobre a produção global - influenciou os preços no mercado brasileiro, especialmente no turno da tarde. Depois de migrar entre altas e baixas, a ON da Petrobras fechou em queda de 1,56%, na cotação mínima de R$ 11,33. A PN encerrou em queda de 0,67% em baixa de R$ 8,90.

As ações da Vale pressionaram o Ibovespa negativamente. A PNA fechou em queda de 3,80%, e a ON, em -5,10% nesta sexta-feira, em que o minério de ferro ficou cotado em US$ 55,7, ou seja, estável em relação a ontem, de acordo com dados do The Steel Index.

No mercado de câmbio, o "efeito Fed", que provocou o fortalecimento da moeda americana nos últimos dias, acabou sendo amenizado. Hoje o apetite por risco se recuperou, trazendo altas às bolsas americanas e queda do dólar frente às moedas de países emergentes. Nas duas últimas sessões, havia subido 2,23%. A moeda americana já iniciou o dia em queda, com os investidores realizando os lucros recentes, e aprofundou a tendência ao longo do dia, em um movimento mais técnico.

Além do movimento de realização de lucros, operadores relataram ingresso de recursos externos pela manhã, via comércio exterior. Segundo profissionais ouvidos pelo Broadcast, os recursos provenientes da captação externa de US$ 6,75 bilhões da Petrobras também estariam ingressando, via segmento financeiro, mas em pequenas doses. Além disso, o Banco Central não promoveu leilões de swap cambial, o que também favoreceu a queda das cotações.

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