AMANDA PEROBELLI/REUTERS
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Mercado se recupera; Ibovespa sobe 1,74% e dólar recua 0,39%

Apesar dos temores sobre o coronavírus continuarem, investidor corrige excesso de queda generalizada da véspera

Luís Eduardo Leal e Altamiro Silva Junior, O Estado de S.Paulo

28 de janeiro de 2020 | 11h36
Atualizado 28 de janeiro de 2020 | 22h01

Mesmo sem nenhuma notícia alentadora em relação ao coronavírus, uma vez que o número de casos e de mortes segue aumentando, os investidores promoveram uma correção aos exageros da véspera – quando as Bolsas ao redor do mundo desabaram – e o mercado acionário global teve um dia de alta.

No caso da Bolsa brasileira, se na véspera o tombo foi de praticamente 4 mil pontos, ontem retomou cerca de metade disso, ao subir 1,74%%, aos 116.478,98 pontos.

A alta foi generalizada e o destaque, em porcentagem, ficou por conta dos papéis de varejo, ainda que as ações de empresas exportadoras de commodities e de maior peso no Ibovespa, como Petrobrás e Vale, também tenham acompanhado o movimento de alta.

Para Renato Chain, estrategista da Arazul, apesar de os juros induzirem a migração do investidor doméstico para ações, o espaço para avanço do Ibovespa em 2020 tende a ser menor do que no ano passado e, com um grau maior de volatilidade este ano, operações de arbitragem ganharão importância. “A Bolsa subiu muito no ano passado e, em 2020, precisará haver concretização da expectativa, nos resultados das empresas e nos indicadores econômicos”, observa Chain, que trabalha com perspectiva de Ibovespa a 130 mil pontos no fechamento do ano.

Em Nova York, os ganhos dos mercados acionários também foram consistentes e a busca por oportunidades abriu espaço, inclusive, para que os agentes olhassem para um dado de confiança positivo em relação à economia dos Estados Unidos. O índice Dow Jones subiu 0,66%, depois de ter registrado a pior queda em três meses anteontem. O Nasdaq avançou 1,43% e o S&P 500 teve ganho de 1,01%. 

Dólar

O dólar ante o real também acompanhou o comportamento externo e cedeu 0,39%, a R$ 4,1932 no mercado à vista. O presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, afirmou ontem que está monitorando o câmbio, mas a alta recente do dólar não está contaminando as expectativas de inflação nem afetando as variáveis de risco com as quais trabalha.

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