Thiago Teixeira/AE
Thiago Teixeira/AE

finanças

E-Investidor: "Você não pode ser refém do seu salário, emprego ou empresa", diz Carol Paiffer

Dólar cai a R$ 4,06, menor nível em mais de um mês

O Credit Default Swap (CDS) de cinco anos do Brasil, um termômetro do risco país, caiu para 96,2 pontos na tarde desta segunda-feira

Altamiro Silva Junior, O Estado de S.Paulo

16 de dezembro de 2019 | 19h09
Atualizado 16 de dezembro de 2019 | 22h38

O exterior positivo, após a divulgação de bons indicadores da China, e um renovado otimismo com a economia brasileira, levaram o dólar nesta segunda-feira, 16, a registrar queda de 1,11% fechando a R$ 4,06, menor nível desde 5 de novembro. Já o Ibovespa, principal indicador da Bolsa de São Paulo, registrou queda de 0,59% aos 111.896 pontos, depois de superar, durante o pregão, os 113 mil pontos.

O entusiasmo com a economia brasileira atraiu forte fluxo de dólares. Com isso, o real foi a moeda com melhor desempenho ante ao dólar em uma cesta de 34 divisas. O Credit Default Swap (CDS) de cinco anos do Brasil, um termômetro do risco país, caiu para 96,2 pontos, menor nível desde outubro de 2010.

"O cenário para o Brasil está bem mais positivo, com a maior entrada de dólares”, disse o responsável pela área de câmbio da Terra Investimento, Vanei Nagen. Bancos, como BTG Pactual, Morgan Stanley, Citi, Bradesco e JP Morgan, têm revisado as projeções de crescimento para o Brasil e divulgado análises otimistas. 

O JP Morgan, por exemplo, segue com aposta “overweight” (acima da média do mercado) no País e vê o Brasil como uma das principais apostas nas Bolsas dos emergentes no ano que vem, com China, Coreia do Sul, Rússia e Indonésia. “É nesses mercados que nossos analistas estão mais otimistas (‘bullish’)”, ressalta relatório do banco. Já para mercados como Chile e México, o banco americano está mais pessimista.

A pressão de uma “prolongada guerra comercial” entre os EUA e a China está diminuindo, após os acertos da semana passada e, no Brasil, “as reformas estruturais deste ano tornam a economia brasileira uma das mais atraentes em 2020”, ressalta o analista da Oanda, Alfonso Esparza, em relatório. 

Mais cedo, indicadores da China, como a produção industrial de novembro, vieram melhores que o esperado e animaram os mercados, ao sinalizarem que a segunda maior economia do mundo não está perdendo fôlego no ritmo que se esperava. “A atividade econômica se acelerou em novembro”, ressaltam os economistas da Oxford Economics, prevendo que o acordo comercial com os EUA devem estimular as exportações chinesas em 2020.

Bolsa

O Ibovespa voltou a ensaiar máxima histórica pela terceira sessão consecutiva, mas perdeu fôlego à tarde, em dia de giro financeiro reforçado pelo vencimento de opções. Pelo quarto dia seguido, o Ibovespa caminhava para fechar em terreno positivo, mas, a menos de uma hora do fim da sessão, neutralizou o avanço e passou por uma realização mais aguda. O giro totalizou R$ 34,6 bilhões e, no ano, o índice acumula ganho de 27,32% – no mês, sobe 3,38%. / COLABOROU LUÍS EDUARDO LEAL 

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.