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Fabrizio Gueratto: 8 maneiras de ganhar até R$ 4 mil por mês

Bolsa vai a 118 mil pontos pela segunda vez e dólar fecha em R$ R$ 4,16

Ibovespa foi puxado pelas ações da Vale, que foram beneficiadas pelo avanço do preço de minério de ferro na China; dólar fechou em queda, depois de dois dias seguidos de valorização e de subir mais de 4% no ano

Luís Eduardo Leal, com Niviane Magalhães, Simone Cavalcanti, Fabiana Holtz e Altamiro Silva Junior, O Estado de S.Paulo

17 de janeiro de 2020 | 19h22

A Bolsa de Valores fechou nesta sexta-feira, 17, em alta de 1,52%, a 118.478,30 pontos. Esta é a segunda vez que o Ibovespa, principal índice da B3, ultrapassa os 118 mil no fechamento - a primeira havia sido no dia 2, quando o índice fechou na máxima histórica de 118.573,10 pontos. Na semana, o índice acumulou ganho de 2,58% e, no mês, de 2,45%. 

As ações da Vale tiveram uma grande participação no desempenho do índice, com ganho de 3,32%, beneficiadas por avanço dos preços do minério de ferro em Qingdao (+1,27%), na China. O país asiático é um grande consumidor e matérias-primas como o minério de ferro.

A recuperação nos papéis de bancos, que estão entre os mais pressionados neste início de ano, também tiveram seu papel no Ibovespa desta sexta.

"A leitura favorável sobre o PIB da China deu o tom e, com o cenário político (local) ainda esvaziado e uma agenda menos carregada aqui, a tendência é de que, a exemplo de hoje, o mercado doméstico siga mais correlacionado ao exterior na próxima semana, com uma lista forte de dados nos EUA, entre os quais inflação e vendas do varejo", diz Stefany Oliveira, analista da Toro Investimentos, chamando atenção também para o noticiário corporativo, que tem induzido movimentos na ausência de catalisadores macro e ganhará interesse ainda maior com o início da temporada de balanços.

Dólar 

O dólar fechou em queda, depois de dois dias seguidos de valorização e de subir mais de 4% no ano. A sexta-feira que antecede o feriado de Martin Luther King nos Estados Unidos, foi marcada por fortalecimento da moeda americana e de liquidez reduzida em Wall Street e aqui. 

No mercado à vista, o dólar chegou a subir a R$ 4,19, ainda refletindo um movimento de recomposição de posições no mercado futuro, que estava apostando muito na apreciação do real, segundo um gestor. Mas a moeda americana acabou fechando em queda de 0,61%, a R$ 4,1646, em dia marcado por bons indicadores da economia chinesa, o que ajudou a estimular a busca por ativos de risco e as moedas de países exportadores de commodities. 

Na semana, porém, a divisa acumulou alta de 1,74%, a terceira seguida de ganhos, mesmo com empresas brasileiras captando US$ 3 bilhões no exterior nos últimos dias. O dólar futuro para fevereiro terminou a semana em baixa de 0,57%, a R$ 4,1650.

"Nesta semana, o real definitivamente se descolou de seus pares e de outras classes de ativos locais", observam os estrategistas do Rabobank. Em alguns dias desta semana, a moeda americana subiu mesmo em dia de alta do Ibovespa, quebrando a máxima do mercado de "bolsa em alta, dólar em queda". 

A semana também foi marcada por quedas nos juros futuros e do risco-País medido pelo Credit Default Swap (CDS) de cinco anos do Brasil, que estava em 96 pontos no final da tarde da sexta-feira, no menor patamar em 10 anos. Na avaliação do Rabobank, o dólar vai continuar na casa dos R$ 4,05/R$ 4,15 nas próximas semanas.

 

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