Bolsa volta a sofrer com piora externa e tem queda de 0,86%

Cenário:

ALESSANDRA TARABORELLI, O Estado de S.Paulo

28 de novembro de 2012 | 02h08

O resultado da reunião dos credores da Grécia, encerrada na noite de segunda-feira, teve efeito limitado sobre os negócios ontem. O acordo para ampliar os vencimentos dos empréstimos internacionais ao país, para cortar as taxas de juros pagas e para recomprar a dívida trouxe certo alento aos negócios no começo do pergão. Porém, alguns condicionantes do acordo e os receios com a situação de abismo fiscal que pode atingir os Estados Unidos no início do próximo ano eliminaram o otimismo inicial. Na última hora do pregão, a Bovespa abandonou a alta e passou a cair, para terminar o dia na mínima de 56.248,09 pontos, em baixa de 0,86%. Com o desempenho desta terça-feira, a Bolsa ampliou as perdas no mês para 1,44% e, no ano, para 0,89%

As ações da Petrobrás, bastante influenciadas por Nova York, fecharam o dia em queda e ajudaram a apagar os ganhos vistos pela manhã. O papel ordinário da estatal cedeu 1,55% e o preferencial recuou 1,65%. As empresas do setor de energia figuraram, mais uma vez, entre os destaques de baixa do Ibovespa. Cesp PNB cedeu 6,08% e Cemig PN recuou 3,17%. O setor segue impactado pela Medida Provisória 579, que trata da renovação das concessões das companhias elétricas.

O mercado norte-americano de ações também terminou em queda, refletindo a preocupação dos investidores com a questão fiscal dos EUA. Os principais índices aceleraram sua queda nas últimas horas da sessão, em reação à declaração do líder da maioria Democrata no Senado norte-americano, Harry Reid, de que "há poucos progressos" nas negociações com o Partido Republicano em relação ao abismo fiscal. O Dow Jones recuou 0,69% e o S&P 500 cedeu 0,52%.

No mercado de câmbio, o dólar fechou em leve baixa ante o real no balcão, cotado a R$ 2,0810, sob a influência das notícias sobre a Grécia e ainda com a sombra da última atuação do BC, que segurou a moeda em patamares inferiores a R$ 2,10. No fim do dia, o dólar para dezembro apontou leve ganho, em sintonia com a piora externa em meio aos receios com o abismo fiscal norte-americano.

Diante deste cenário ruim, as taxas dos contratos futuros de juros deram continuidade ao viés de queda visto nos últimos dias. O contrato de juro para janeiro de 2014 ficou em 7,28%, de 7,33% na segunda-feira. E na véspera da última decisão de política monetária do ano, os investidores seguiram apostando na manutenção do juro básico, a Selic, no atual patamar, de 7,25% ao ano.

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