Bolsa volta a titubear, contraria exterior e cai 0,25%

Cenário:

ALESSANDRA TARABORELLI, O Estado de S.Paulo

20 de setembro de 2012 | 03h09

A Bovespa teve mais um dia de volatilidade, mas terminou o dia de ontem em queda e contrariou os ganhos, ainda que discretos, das bolsas internacionais. Pela manhã, o mercado acionário local pegou carona no otimismo emanado pela decisão do Banco Central do Japão (BoJ) de ampliar sua compra de ativos em cerca de US$ 127 bilhões. A injeção de liquidez por parte da autoridade monetária nipônica, juntamente com dados melhores que o esperado do mercado imobiliário norte-americano, recolocou nos investidores um pouco do apetite por risco, mas o avanço dos principais ativos globais foi, novamente, limitado pelas preocupações com a Espanha. No âmbito doméstico, a Bolsa sucumbiu à queda dos papéis de Vale e Petrobrás durante a tarde. As duas gigantes do mercado refletiram o recuo dos metais e do petróleo, respectivamente, fazendo com que o Ibovespa terminasse em baixa de 0,25%, aos 61.651,83 pontos.

No câmbio, a resposta do BoJ aos recentes estímulos por parte do Federal Reserve e do Banco Central Europeu (BCE) não gerou oscilações significativas e a divisa dos EUA teve comportamento lateral ante o euro e as moedas ligadas a commodities. Em relação ao real, a variação do dólar foi ainda mais estreita. A moeda no mercado à vista de balcão terminou cotada a R$ 2,0240 (+0,10%). A sombra de novas intervenções do Banco Central sobre os negócios explica a flutuação de apenas 0,15% do dólar no balcão entre a mínima e a máxima, além do fluxo cambial diário pequeno. Ontem, pelo segundo dia seguido, o BC não atuou no câmbio, após uma sequência de aparições entre o dia 11 e a última segunda-feira, dia 17, seja por meio de consulta sobre eventual demanda por dólar ou pela realização, de fato, desse tipo de operação.

O mercado de juros também ficou "de lado" ontem. O contrato de juro para janeiro de 2013 ficou na mínima de 7,30%, ante 7,31% no ajuste anterior, e a taxa para janeiro de 2014 marcou 7,83%, ante 7,82% na véspera. Os dois indicadores de confiança da indústria em setembro, da Fundação Getulio Vargas e da Confederação Nacional da Indústria, apenas confirmaram a melhora de perspectivas já projetada pelos agentes, ao passo que os investidores seguem debatendo o efeito da redução do compulsório bancário, na semana passada, sobre a próxima reunião do Comitê de Política Monetária, em outubro. Hoje, o mercado aguarda três dados de peso: emprego de agosto pelo Caged e pelo IBGE, bem como o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo - 15 (IPCA-15) de setembro.

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