Bolsas asiáticas abrem em forte queda

Agravamento da crise norte-americana e reação negativa ao pacote de Bush afetam mercados do mundo todo

Agências Internacionais,

22 de janeiro de 2008 | 01h55

As bolsas de valores asiáticas abriram em queda nesta terça-feira, 22, após uma segunda-feira marcada por fortes baixas nos mercados do mundo todo. Além da reação negativa ao pacote de ajuda dos Estados Unidos, anunciado na sexta-feira, 18, há a insatisfação com o agravamento da crise norte-americana, sinalizado por notícias sobre perdas de bancos.  Veja também:Bolsa cai 6,6% e tem o pior pregão desde fevereiro de 2007A ordem para investidores é manter sangue-frio Em 21 dias, Bolsa perde R$ 344,9 bilhõesEntenda a ameaça de recessão nos EUA   A bolsa de Hong Kong abriu com a maior queda. O índice Hang Seng operava nos primeiros minutos do pregão em forte queda de 1.194,57 pontos (5,01%), aos 22.624,29. A segunda maior baixa ficou com o índice Straits Times da Bolsa de Cingapura, 115,01 pontos (3,94%), aos 2.802,14. A Bolsa de Valores de Tóquio abriu com uma queda de 3,61% no índice Nikkei, que alcançava 12.844,98 pontos. Já o indicador Topix caía 48,35 pontos (3,74%), para 1.245,39.  Em Jacarta, o índice composto JKSE abriu o pregão em baixa de 96,24 pontos (3,22%), aos 2.389,58. O índice SET da Bolsa de Bangcoc também começou o dia em queda de 18,07 pontos (2,36%), aos 748,46. A baixa em Kuala Lumpur foi de 24,17 pontos (1,72%), aos 1.382,43. A Bolsa de Manila apresentou a menor baixa na abertura. O índice PSEI operava nos primeiros minutos do pregão em baixa de 30,72 pontos (0,97%), aos 3.121,58. Nesta segunda-feira, 21, o principal índice da Bolsa de Tóquio fechou no pior nível desde outubro de 2005, caindo 3,9%. Já a Bolsa de Hong Kong perdeu 5,5%, a maior queda em seis anos, depois que o BNP Paribas afirmou que o Bank of China poderá sofrer baixa contábil de US$ 4,8 bilhões relacionada a hipotecas subprime (com risco de crédito). A Bolsa da Índia, por sua vez, desabou 7,4%, mas ainda assim se recuperou de um tombo que chegou a superar 10% durante a sessão. Bovespa A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) foi arrastada pelo tombo das bolsas européias na segunda-feira. No final do dia, a Bovespa fechou com queda de 6,6%, em 53.709 pontos. Nível mais baixo desde 27 de fevereiro de 2007. A saída de recursos do mercado de ações no Brasil já alcança R$ 3,5 bilhões em 2008. Com os mercados fechados nos EUA - devido ao feriado Martin Luther King Jr. -, o ambiente na Europa se deteriorou com as preocupações sobre as seguradoras de bônus, especialmente a ACA Capital, Ambac e MBIA. Essas companhias vendem seguros contra perdas no mercado de dívidas para as instituições financeiras. Contudo, essas seguradoras podem estar com problemas financeiros para pagar estes seguros. Nesta segunda, o Merrill Lynch, por exemplo, anunciou baixas contábeis devido aos problemas de possível insolvência da ACA. Desde sexta-feira, correm pelas mesas de operações da Europa rumores de que alguns bancos poderiam anunciar novas perdas, entre eles o Société Générale e o UBS. "Com os problemas nas seguradoras de bônus, é razoável imaginar que mais prejuízos possam acontecer", avalia uma analista.  O WestLB já informou que espera anunciar prejuízo líquido próximo de 1 bilhão de euros (US$ 1,44 bilhão) referente a 2007.

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